O resultado do desequilíbrio dopaminérgico manifesta-se clinicamente na
dificuldade em iniciar
movimentos, lentidão na execução dos movimentos, incapacidade de executar movimentos automáticos, dificuldade na realização de sequências motoras complexas, entre outras manifestações.
A
dopamina é sintetizada principalmente por um conjunto de células neuronais situadas numa zona do cérebro designada por
locus niger ou
substância nigra. A substância
nigra “envia” dopamina para uma
estrutura próxima, o estriado, mais especificamente para o putâmen, através dos axónios dos neurónios que compõem esta estrutura. A diminuição de dopamina acarreta alterações estruturais. O facto de diminuir ou mesmo parar a actividade sináptica por falta de dopamina provoca uma regressão dendrítica a nível do neurónio, levando mesmo à morte destas células
nervosas.
A regressão das terminações nervosas e morte
neuronal interrompe as vias descritas, alterando drasticamente o controlo do movimento. Esta morte neuronal é visível em cortes histológicos, em que se notam estruturas granulares conhecidas por corpos de Lewis. Esta desregulação na capacidade de controlar o movimento resultada de alterações na disponibilidade em dopamina a nível do estriato, ocasionando inclusivé morte neuronal e é característica da doença de Parkinson.
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