A maior parte das vezes desconhecemos como é que os cientistas descobriram a existência daquilo que é invisível para os nossos olhos. É o caso das radiações electromagnéticas que não visíveis para nós. Vejamos então os casos de duas gamas de radiações vizinhas do arco-íris. A nossa mão aquece quando nela bate um feixe de
luz. Se iluminarmos uma mesa com um feixe de luz decomposta podemos verificar que as várias bandas do
espectro visível têm temperaturas diferentes: a temperatura é menor no
violeta e vai aumentando até ao vermelho. Se continuarmos a mover o termómetro além da banda vermelha do espectro visível a temperatura aumentará ainda mais: há uma radiação invisível que provoca aquecimento! Este fenómeno foi descoberto pelo inglês William Herschel, em 1800. A radiação foi na altura designada por “raios caloríferos” e hoje chama-se luz infravermelha. Existem radiações para além da luz violeta do espectro visível. As radiações que se situam logo após o violeta designam-se por radiações ultravioletas (UV). Foram descobertas pelo alemão Wilhelm Ritter quando procurava a região do espectro solar responsável pelo escurecimento do nitrato de prata. Seguindo a ideia que Herschel utilizara para detectar a radiação infravermelha, Ritter verificou que aquele sal de prata só escurecia quando era exposto para além do violeta. Mais tarde, outros cientistas descobriram que o espectro de radiações não acaba no ultravioleta nem começa no
infravermelho mas estende-se desde as
microondas, até aos raios
gama e cósmicos.
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