Quando há uma forte descarga eléctrica num tubo de vácuo que vai do cátodo (emissor de electrões) para o ânodo (placa de metal que recebe os electrões), há emissão de radiação. O alemão Wilhelm Röntgen, que descobriu este fenómeno no final do século XIX, verificou que esta radiação, designada por
raios X, atravessava a carne mas não os
ossos, impressionando películas fotográficas. Estas propriedades foram imediatamente usadas em
medicina. Em Coimbra as primeiras aplicações dos raios X à medicina ocorreram cerca de um mês após a
descoberta de Roentgen, como foi noticiado num jornal da época. Actualmente os raios X possuem inúmeras aplicações: na medicina em técnicas de diagnóstico (
imagiologia) e no tratamento de certos cancros (radioterapia); na astronomia (descoberta de buracos negros); na ciência dos materiais (identificação de diferentes metais em ligas metálicas); na arte (verificação da autenticidade de um quadro), etc.
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