Crê-se que o Rafeiro Alentejano descende da mais antiga raça de câes do mundo, o Mastim Tibetano. Calcula-se que tenham descido até à Ásia Menor, atravessaram os Balcãs de onde partiram, seguindo as legiões romanas, até ao Mar Negro e depois até à costa atlântica. Esta raça, cujo padrâo foi estabelecido em 1953, esteve em risco de extinção na década de 80, o que só não aconteceu graças ao trabalho de
um pequeno grupo de criadores. Com grande capacidade para o pastoreio e a guarda, este cão imponente e musculado caracteriza-se por um aspecto
rústico, forte e sóbrio. Atinge, em média, 65 a 75 centímetros de altura e 50 a 60 quilos de peso. A sua cabeça faz lembrar a de um urso, os seus membros são robustos e a cauda larga e grossa com uma curvatura na extremidade. Extremamente auto-confiantes, o que se percebe pelo seu andar elegante e ondulante. Afectuoso com o dono é, no entanto, muito desconfiado com estranhos e pode mesmo tornar-se agressivo se for atacado ou se se sentir ameaçado. Demasiado forte, confiante e independente deverá ser treinado com mão firme logo desde os primeiros meses. Durante a maior parte do dia dorme e de noite fica de vigia.
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