A refracção e a reflexão da
luz permitem-nos observar objectos que estão longe. Utilizamos para isso o telescópio,
um instrumento cilíndrico com um conjunto de lentes e/ou espelhos, posicionados de forma a ampliar e focar um objecto afastado. O seu uso foi fundamental para o desenvolvimento da astronomia e a compreensão do Universo. Galileu Galilei baseou-se nas suas observações com telescópios para derrubar várias crenças sobre os movimentos dos planetas. Construindo o seu próprio telescópio em 1609, Galileu viu que a superfície da Lua possuía montanhas, vales e crateras e que o
planeta Vénus se movia em volta do Sol. Antes da invenção de lentes acromáticas, os telescópios refractores possuíam um problema que era o da dispersão da cor. Newton construiu um telescópio reflector que evitava esse problema: utilizava
espelhos em vez de lentes. A luz do objecto começava por ser reflectida por um
espelho côncavo. Um outro espelho plano direccionava os feixes de luz para uma
lente ocular. A imagem tem contornos precisos uma vez que os espelhos não dispersam as cores. De outra forma: a luz captada por um grande espelho côncavo é depois reflectida por um ou mais espelhos planos menores em direcção ao
olho do observador.
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