O que irá sobrar quando a calota polar do Ártico se for? A resposta, nos olhos das nações que limita o Oceano Ártico, é gerar novas oportunidades econômicas. Novos depósitos de petróleo, novas pescarias, e novas rotas de comércio – incluindo a fabulosa Passagem da região noroeste – todos prometem almejar a riqueza para o que é agora improdutivo, excesso de
gelo. Mas quem chegará a tocar aquela riqueza? Rússia, Canadá, Noruega, Dinamarca, e os Estados Unidos todos são pretendentes para a região – e idéias diferentes sobre justamente o que aquela região devia ser. Ainda enquanto a Rússia, Canadá, Noruega, e a Dinamarca agressivamente estão afirmando seus interesses na região, outras complicações deixaram os EUA com pouca energia para empregar no telhado inóspito do mundo. Além disso, complicando o assunto, a mudança de clima global pode também direcionar os interesses econômicos Americanos (como as ricas pescarias de caranguejo do Alasca no Mar de Bering) em território novo – e estrangeiro. Enquanto isso, o encolher da geleira apressa o início de uma terra em uma região onde não existe terra, também ameaça deixar os habitantes nativos da região seca. "Desde que ele é gelo," disse Sheila Watt-Cloutier, líder de um transnacional grupo Inuit, "ninguém se importa exceto nós, porque nós caçamos e pescamos e viajamos naquele gelo. Porém, um minuto começa a descongelar e se torna água, então o mundo inteiro está interessado."
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