Determinadas substâncias ao interagirem com a luz solar absorvem e reflectem em determinados comprimentos de onda. Quando olhamos, por exemplo, para
um mineral à luz do Sol ele apresenta
uma cor que lhe é característica. Muitas vezes a cor resulta da presença de vários compostos, cada um deles contribuindo para a cor final. A história humana está cheia de uma incansável procura desses compostos a que chamamos
pigmentos para produzir tintas com que pintámos tectos de grutas, a pele ou tingimos tecidos. É possível obter na natureza pigmentos que utilizamos em fins diversos. Podemos classificá-los em pigmentos minerais, animais e vegetais dependendo da sua origem. Exemplos de pigmentos de diferentes proveniências podem ser aqui observados. O ocre vermelho (mineral) e o carvão (vegetal) foram utilizados pelo homem primitivo em pinturas rupestres. O índigo (vegetal) é extraído da planta com o mesmo nome e é utilizado para tingir tecidos originando uma cor azulada tipo “jeans”. O cochineal (animal) é um pigmento dispendioso que se obtém de um insecto. Trata-se de uma cochonilha do México, parasita dos cactos Opuntia, que produz a substância ácido carmínico para se defender dos predadores. Produz uma cor vermelho carmim que é usada na alimentação e em cosmética. A evolução da química experimental, nomeadamente dos métodos químicos de síntese orgânica, permitiu a produção à escala industrial de inúmeros pigmentos até aí só disponíveis na natureza em pequenas quantidades. Desde a descoberta acidental do corante malva por Perkin, sabemos como sintetizar quase todos os pigmentos naturais que precisamos para a nossa indústria têxtil, alimentar, cosmética e farmacêutica. Por exemplo, o pigmento natural índigo que utilizamos é hoje quase todo de origem sintética.Durante o séc. XX, aprendemos a sintetizar e inventar novos pigmentos corantes que não existiam na natureza. Somos hoje capazes de produzir novos pigmentos artificiais que utilizamos para os mais diversos fins e que resistem à chuva ácida ou à luz solar. As nossas roupas já não desbotam e a nossa comida mudou de cor!
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