INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO EM CTI/UTIA infecção é um grande problema de saúde pública e que representa uma das causas principais de mortes em pacientes hospitalizados . Sabemos que, todos os profissionais de saúde devem compartilhar com a responsabilidade de assegurar um ambiente isento de riscos para o paciente, especialmente quando falamos das áreas do hospital que fazem parte do tratamento intensivo desses pacientes, que são os Centros de Terapia Intensiva (C.T.I.s) e Unidades de Terapia Intensiva (U.T.I.s), pois nesses setores há uma grande probabilidade de se adquirir a chamada Infecção Hospitalar (I. H.) devido ao maior número de procedimentos invasivos. Isto, posto a finalidade da unidade de terapia intensiva de acordo com Regenga (2000), o objetivo principal da unidade de tratamento intensivo é proporcionar cuidados intensivos de alta qualidade a pacientes graves, cuja condição destes, possa vir a recuperar-se ou pelo menos ter uma melhora. Esses cuidados são desenvolvidos por uma equipe especializada de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, nutricionistas que, trabalhando em conjunto, visam manter os sinais vitais dos pacientes críticos, estáveis. No entanto, as infecções
hospitalares em terapia intensiva, trazendo presentemente (BOLICK, 2000, p. 05) = "Infecção hospitalar é um processo infeccioso que não estava presente ou evidente na ocasião em que o paciente foi internado no hospital ou na instituição de assistência à saúde”.As infecções hospitalares são as mais freqüentes e importantes complicações ocorridas em pacientes hospitalizados. Apesar do total de leitos em terapia intensiva represente menos de 10% dos leitos hospitalares disponíveis no Brasil, contribui com mais de 25% do global de infecções hospitalares, com forte impacto na morbidade e mortalidade desse grupo de pacientes. Sinalizada agora por Levy (2006), os principais e freqüentes sítios de infecções hospitalares comumente atingidos, são: o trato urinário, feridas cirúrgicas e trato respiratório. Essas infecções são transmitidas por patógenos ao paciente tanto pela via endógena (flora normal do paciente), ou pela via exógena. Nas vias exógenas podemos citar as mãos, como veículos de maior importância para o surgimento das infecções hospitalares. A secreção salivar, fluidos corpóreos, ar e materiais contaminados, equipamentos e instrumentos utilizados em procedimentos evasivos que penetram as barreiras de proteção do corpo humano, de modo a elevar o risco de infecção são outras fontes importantes. Levy (2004), diz que, os principais patógenos envolvidos nas infecções hospitalares são bactérias Gram negativas, como: Escherichia coli, Pseudomonas sp ,Klebsiella sp, Proteus sp, Serratia sp, Enterobacter sp (atingem o trato urinário, feridas cirúrgicas, corrente sangüínea e trato respiratório) e as Gram negativas Streptococcus sp,(trato urinário, trato respiratório, feridas cirúrgicas), Staphylococcus aureus( pele, feridas cirúrgicas, sangue), Staphylococcus epidermitis (pele, feridas cirúrgicas, sangue. Os fungos também estão presentes nas IH, como Cândida albicans no trato urinário e sangue.Segundo Lopes e Tavares (2006), a infecção do trato urinário nosocomial é responsável por 40%, das infecções hospitalares, o risco aumenta principalmente quando se tratam de pacientes com idade avançada, com doenças graves, desnutrição, uso de cateteres vesicais e pacientes acamados. O uso de cateter vesical de demora é responsável por cerca de 80% das ITU, sendo considerado o maior condutor dessa infecção em hospitais. Outro fator de grande relevância é a existência de microrganismos potencialmente patogênicos na região periuretral. De acordo com Couto e Pedrosa (2001), um dos principais fatores importantes para o risco de infecção urinária nos centros de terapia intensiva é sem dúvida o cateterismo do trato urinário, onde sua prevalência aumenta de acordo com o tempo de permanência do cateter e a origem nosocomial. É consideradaimportante tanto pela sua freqüência quanto pela maior probabilidade de prevenção. Tornando-se universal em torno do trigésimo dia, mesmo com o uso do sistema fechado. De acordo com Couto e Pedrosa (2001), um dos principais fatores importantes para o risco de infecção urinária nos centros de terapia intensiva é sem dúvida o cateterismo do trato urinário, onde sua prevalência aumenta de acordo com o tempo de permanência do cateter e a origem nosocomial. É considerada importante tanto pela sua freqüência quanto pela maior probabilidade de prevenção. Tornando-se universal em torno do trigésimo dia, mesmo com o uso do sistema fechado. Karla Tatiana Henrique Mélo
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