O acidente da usina nuclear de Chernobyl Este acidente foi um acidente nuclear de incomensurável dimensão, o dia 26 de abril de 1986, entra para a história da humanidade e da energia nuclear, como até então o desastre de maior gravidade, gerando conseqüência irreparável, resultando primeiramente, na retirada de aproximadamente 120 mil indivíduos de uma
região correspondente a uma zona de trinta quilômetros ao redor da usina. A explosão de um dos quatro reatores na usina de Chernobyl, situada na Ucrânia, a 700 km de Moscou, foi o precursor de tal sinistro. Lançando na atmosfera uma nuvem radioativa de cem milhões de curies (nível de radiação 6 milhões de vezes maior do que o que escapara da usina de Three Mile Island). A nuvem radioativa que se formou em conseqüência da explosão espalhou-se por grande parte da Europa (cobrindo todo centro sul da Europa). Metade das substâncias radioativas voláteis que existiam no núcleo do reator foi lançada na atmosfera (principalmente iodo e césio). A Ucrânia, a Bielo-rússia e o oeste da Rússia foram atingidas por uma precipitação radioativa de mais de 50 toneladas. Centenas de pessoas foram hospitalizadas com intoxicação radiativa, queimadura e outras lesões. Nos países como Itália, a então Iugoslávia e na Áustria a radiação espalha-se contaminando pastos e envenenando produtos de carne e laticínios, ocorrendo à destruição em toneladas desses produtos. As autoridades informaram na época que 31 pessoas morreram 200 ficaram feridas e 135 mil habitantes próximos à usina tiveram de abandonar suas casas. Esses números se mostrariam depois absurdamente distantes da realidade. E as centenas de pessoas que morreram na hora? Por estarem na usina nuclear, sem contabilizar que há as doenças e mortes progressivas devido ao recebimento de elevadas doses de radiação. Segundo cálculos realizados por vários cientistas, milhares de pessoas serão vítimas da radiação nos anos e décadas seguintes ao acidente. Em Chernobyl, depois do acidente, foram mobilizadas aproximadamente dois milhões de pessoas no processo de
limpeza de toda a região atingida. Em abril de 1992, um comunicado oficial do
governo estimava que o número de mortes naquele grupo, devido à radiação, situava-se entre 7 mil e 10 mil. Três anos depois, em abril de 1995, o Ministério da Saúde ucraniano informava que mais de 125 mil pessoas haviam morrido
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