A acidez das águas é uma as consequências do
aquecimento global para a vida no fundo do mar. Ela faz com que os peixes-palhaço,
aquela espécie do filme Procurando Nemo, se tornem desorientados e não saibam pra onde ir. É que eles se guiam através do ‘cheiro’ dos minerais para se localizar, e o mar ácido lhes tira esse sentido de ‘odor’, então não conseguem achar seus habitats naturais, os bancos de corais.
O pH está variando 100 vezes mais rápido, e até o final do século chegará a 0.35 pontos mais ácido. Parece pouco diante da variação da água encanada de nossas casas que pode chegar a 4.5 pontos, mas para os ‘sensores’ do peixe-palhaço é uma mudança agressiva. O salmão também entra na lista dos que podem sofrer com essa acidez. Os peixes podem adaptar-se a isto, mas neste caso os biólogos não acreditam nessa hipótese devido à velocidade com que essa acidez vem aumentando.
Outros bichos têm senso de orientação de maneira diferente. As vacas se orientam pelo eixo magnético da terra, e se perdem e na presença de linhas elétricas. Os grous, aves migratórias, estão trocando a Espanha pela Alemanha por causa do calor. Os morcegos morrem ao se aproximar de torres eólicas e, por causa da baixa pressão nas proximidades das hélices, têm os pulmões estourados.