Quando um estudo de
investigação incide sobre um único grupo de indivíduos, o
investigador pode efectuar as suas medidas
num só momento ou em dois momentos diferentes – pré-teste e pós-teste –, conforme as características do grupo alvo do estudo e a intervenção ou programa a que o grupo é exposto.
Se o estudo incidir sobre a avaliação conhecimentos de um grupo de pessoas após uma acção de formação, no primeiro caso, parte-se do princípio de que o conhecimento de base (baseline) deste grupo é nulo - apenas é necessário tomar medidas pós-teste, ou seja, após a formação.
Um exemplo do segundo caso é um estudo em que se pretende avaliar o desempenho de um grupo que já tenha alguns conhecimentos prévios do assunto abordado no programa de formação. Neste caso, o
investigador tem que tomar medidas dos conhecimentos que os sujeitos têm no início do estudo – baseline – para as comparar com as medidas de aquisição de competências após a formação.
Em qualquer dos casos, o investigador quer saber se houve aumento de aquisição de competências em resultado do seu programa, o que o remete para as ameaças que existem à validade interna deste tipo de estudo, as quais o podem enviesar.