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Shvoong Home>Ciência>Resumo de Hábitos alimentares da rã-touro

Hábitos alimentares da rã-touro

Resumo do Artigo   por:Veradideus     Autores: J. DAZA; F. CASTRO
ª
 

A rã-touro tem sua distribuição geográfica amplificada em países como Inglaterra, Itália, Porto Rico, Colômbia, Brasil dentre outros, devido ao seu valor econômico. Sua distribuição original se restringia as regiões de Charleston e Carolina do Sul. Suas migrações para outras localidades causaram sérios problemas a fauna nativa. No estado da Califórnia foi introduzida entre 1914 e 1920 onde se tornaram a espécie dominante e se dispersaram por toda a região. Na Colômbia foi introduzida em 1987 e sua rápida reprodução a tornou uma ameaça séria a fauna local devido a perda de habitat e de alimento, verificado no estudo de vários pesquisadores.
Foi realizado um estudo em 18 localidades em ambientes diferentes como lagos, pântanos, poços de água e canaletas de irrigação, as margens do rio de Cauca. Nessas localidades vivem 6 espécies de anuros nativos: Bufo marinus (Linneaus, 1758), Leptodactylus colombiensis (Heyer, 1994), Hyla colombiana, Colostethus fraterdanielli (Silvertone, 1971) e duas espécies pertencentes aos gêneros Colostethus e Leptodactylus e em uma a L. catesbeianus. Foram capturados 544 animais para analise estomacal, estes animais foram agrupados por tamanho e peso em cinco grupos. Do total de espécimes capturados, 37 estavam de estômago vazio, 507 continham pelo menos um item. Na maioria dos casos o predador e a presa eram de espécies diferentes (quando são da mesma espécie é denominado canibalismo). Nas localidades onde ocorreu presença de animais com estômago vazio, verificou-se o indício de canibalismo em 37% dos espécimes coletados. Daza e Castro (1999) concluíram que o canibalismo não é uma pratica comum, mas uma estratégia de sobrevivência, pois a rã-touro só ataca outro indivíduo de sua própria espécie na falta de alimento.
Os resultados a partir do material estomacal analisado neste trabalho demonstram que a L. catesbeianus predou 3 das 6 espécies do Vale do Rio Cauca: Hyla colombiana, Leptodactylus colombiensis e Buffus marinus. Os resultados foram agrupados de acordo com o peso dos indivíduos em cinco categorias diferentes: primeiro grupo 5 a 100g, segundo grupo 100 a 200g, terceiro grupo 200 a 300g, quarto grupo 300 a 400g, quinto grupo 400 a 560g.

No primeiro grupo os insetos formaram o grupo mais significativo, os peixes e anfíbios são insignificantes. No segundo grupo os insetos começaram a diminuir e os vertebrados começam a ganhar importância, as aves aparecem em segundo lugar, seguida de peixes e anfíbios. No terceiro grupo os insetos aparecem em segundo lugar abaixo dos peixes e os anfíbios em terceiro. No quarto grupo os insetos aparecem e terceiro lugar abaixo dos anfíbios. No último grupo o uso de insetos como fonte de alimento foi insignificante, pois se alimentam basicamente de vertebrados. Sugeri-se que as rãs adultas procuram presas de grande porte que lhes forneçam maior quantidade de nutrientes e riqueza de caloria e que só se alimentam de insetos no estado excessivo de fome.
Comparando os resultados obtidos entre a rã nativa e a rã-touro e atribuiu-se a diferença entre os alimentos consumidos ao fato da rã-touro obter seu alimento na água e no solo e os anuros comuns do Vale do Cauca os capturam somente no solo. Conclui-se que essa dieta similar representa uma ameaça as espécies nativas, pois pelo principio da exclusão, duas espécies com exigências similares não sobreviverão por muito tempo no mesmo local, provocando a extinção da menos favorecida. Outro fator importante e a postura, onde na rã-touro varia entre 3.000 e 23.000 ovos e as espécies locais com 10.000 ovos, concluindo assim que a rã-touro se sobrepõe às outras espécies além de diminuir a quantidade de alimento existente nesses locais.

Publicado em: 03 novembro, 2008   
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