A teoria dos vários mundos
A teoria dos vários mundo é um exemplo da dimensão que foi revolução intelectual
ocorrida com a descoberta do comportamento das partículas subatômicas expressa na
teoria quântica.
A teoria quântica supera a questão da previsibilidade do movimento dos corpos enunciada pelo conceito do universo mecânico, a partir da observação de um elétron e seu comprtamento diante de duas fendas. Ali o elétron não escolhe uma alternativa, o que se observou foi explicado como o que seria uma divisão do universo em dois. Em um, o elétron escolhe uma fenda; no outro, escolhe a outra, sendo que nenhum nível é descartado, eles co-existem.
Essa co-existência de realidades paralelas é chamada de
teoria dos muitos mundo; ou seja cada um do universos são reais, porém não há caminhos que permita a comunicação entre eles, a não ser que existisse a possibilidade de retroceder no tempo e retomar a ramificação descartada.
Outro aspecto que chama a atenção nas leis da probabilidade está a questão do observador e do objeto observado. Na teoria quântica explica-se que um acontecimento somente tem um desfecho quando ele é observado. O sujeito está intimamente ligado, inter-relacionado com o objeto. Diferente do conceito mecanicista-racionalista em que o sujeito deve manter-se distanciado do fenômeno observado.
A incerteza do comportamento das partículas no nível quântico não foi aceita sem antes questionar sua validade, justamente por elas expressarem uma característica inconcebível para os cientistas acostumados a uma visão mecaniscista e determinista do universo.
Diante do fenômeno da incerteza é que podemos compreender o inconformismo de Albert Einstein expressa na frase: não posso acreditar que Deus joge dados com o universo. Mas a certeza da existência de aspectos probabilísticos está na frase de Niels Bohr ao retucar : Einstein pára de dizer a Deus o que deve fazer.