A estrutura de um furacão. Um ciclone tropical é definido como um vórtice atmosférico com rotação ciclônica (horária no Hemisfério Sul e anti-horária no Hemisfério Norte) que varia de algumas centenas de kms até ~ 3.2 mil kms. Estão associados com um
centro de
baixa pressão e
nuvens convectivas que estão organizadas em bandas espirais, com uma massa de nuvens convectivas sustentada no ou próxima ao centro. De forma diferente dos sistemas de latitudes médias, furacões e outros ciclones tropicais são tempestades sem frentes associadas. Mas como outras tempestades, são caracterizadas por uma baixa pressão central e ventos que sopram ciclonicamente em volta daquele centro.
As pressões mais baixas no centro de um furacão tipicamente variam entre 920 a 980hPa. Furacões normalmente tem um
olho na região central onde ar úmido está afundando em direção à terra. O olho pode chegar a 50km em diâmetro; desenvolve-se conforme o vento aumenta e espirala em torno do centro da baixa pressão. O olho de um furacão pode ser livre de nuvens ou ter uma
cobertura de nuvens (conhecida como ‘cobertura de nuvens central densa –
central dense overcast’) que produz muito menos chuva que as regiões ao redor. O tempo dentro do olho de um furacão pode ser calmo e agradável, freqüentemente fazendo com que as pessoas se enganem e acreditem que a
tempestade já passou. Em muitos casos, as pessoas deixam seus abrigos durante a passagem do olho, pensando que a tempestade acabou, apenas para serem ‘cumprimentadas’ pela outra metade da tempestade. As Figuras 1 e 2 mostram o olho do furacão Ivan (categoria 5) que atingiu os Estados Unidos em 2004 e os detalhes do olho do furacão Emily. Notem como o olho é relativamente livre de nuvens mas circundado por uma parede de nuvens bastante espessas.
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