INORGÂNICA
Por volta de 1777, ocorreu a primeira separação da
Química em Inorgânica e
ORGÂNICA, feita com objetivos puramente didáticos.
A princípio, a Química Inorgânica foi definida como a parte da Química que estuda os
compostos extraídos dos
minerais, e a Orgânica, como a parte da Química que estuda os compostos extraídos de organismos vivos.
Com o passar do tempo e a realização de várias experiências, estas definições se mostraram impróprias. Atualmente define-se de modo mais abrangente:
Química Orgânica é a parte da Química que estuda praticamente todos os compostos do elemento carbono. Química Inorgânica é a parte da Química que estuda os compostos dos demais elementos Químicos e alguns compostos do elemento carbono.
Os compostos estudados pela Química Inorgânica são divididos em funções, a saber: ácidos, bases, sais, óxidos, hidetros e carbetos.
Para compor uma função, as substâncias devem ter em comum um mesmo grupo funcional. Grupo funcional é um
átomo ou agrupamento de átomos, carregados ou não
eletricamente, responsáveis pela semelhança no comportamento químico de uma série de substâncias diferentes. Uma grande parte dos compostos inorgânicos são iônicos, ou seja, são capazes de formar íons. É muito importante que as tabelas de cátions e ânions anexadas, com respectiva nomenclatura, sejam freqüentemente consultadas pelo estudante.
Os conceitos elaborados pelo químico sueco August Svant Arrhenius, em 1889, classificava as substâncias em eletrólitos e não eletrólitos, conforme suas “moléculas” formassem ou não íons ao entrarem em contato com a água. Arrhenius mostrou que os eletrólitos
conduziam corrente elétrica devido à presença dos íons carregados eletricamente, e os não eletrólitos não conduziam corrente porque se mantinham na forma de moléculas neutras. Isso valeu um prêmio Nobel. Mas a teoria dele possui três limitações básicas: a) É restrita a soluções aquosas e muitas reações importantes ocorrem em outros solventes. b) A água não é o único solvente capaz de ionizar ácidos ou dissociar bases. c) Não permite prever o caráter ácido de espécies químicas que não possuem hidrogênio, ou o caráter básico de espécies químicas que não possuem o grupo hidróxico.
Devido a essas limitações foram criadas outras teorias, com o objetivo de indicar num caráter mais amplo a acidez ou a basicidade de outros compostos. Daí vieram as teorias de Johannes Nicolaus Brönsted, na Dinamarca, e Thomas Martin Lowry, na Inglaterra em 1923.
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