1.1 Resenha do artigo: “
Povos da Itália Primitiva”, de Giordani, p.15-27, 1972.
Dentre os vários povos que habitavam a Itália destacam-se a civilização Egéia, que teve forte influência quanto ao uso do cobre, esta que se deu desde o período paleolítico seguindo até o período neolítico, conforme as
pesquisas feitas nos sepulcros encontrados na Sicília. Surgindo logo após, a técnica do bronze, com a invasão dos indo-europeus, no segundo milênio antes de Cristo.
Já a invasão do povo nórdico introduziu a técnica do ferro na península, aproximadamente 800 anos antes de Cristo e tiveram muito avanço na área da metalurgia. Na visão de Block, a civilização Vilanoviana teve muita importância nas origens de Roma.
Constata-se que no século VIII ocorreram dois acontecimentos posteriores além do desenvolvimento da civilização Vilanoviana de importância decisiva na história da Itália que foram: a colonização grego e a civilização
etrusca, todavia, o legado civilizado da magna Grécia foi muito importante na religião, filosofia, língua, nas artes e também nas técnicas industriais; estudos e pesquisas apontam para a importância do povo etrusco na Itália pré-romana cuja localização era entre o mar Tirreno, os Apeninos, o Tibre e o Arno, sendo que sobretudo, seu comércio era fortemente favorecido pelo litoral, assim como a navegação e o desenvolvimento de inúmeras cidades.
Para o autor, são apresentadas três teses quanto a origem do povo etrusco: uma delas é que o povo etrusco teria vindo do norte, a outra, é que os
etruscos seriam sobreviventes de populações mediterrâneas e a última delas reforça que esse povo teria vindo da Sédia ( Ásia Menor) salientando ser a teoria mais possível, contudo, o autor acrescenta que o debate sobre essas teorias ainda permanece em aberto.
Observa-se que a impressão deixada pelos etruscos foi profunda, pois quase toda a Itália estava dominada pelo império Etrusco e seu poderio ia de uma extremidade a outra da Itália.
Porém, século V, o império Etrusco decai, quando romanos,
gregos e celtas colaboraram para o fim. Os etruscos expulsos de Roma, perdem contato com a companhia recebendo, assim, o golpe de misericórdia devido a invasão dos Sammitas.
Na abordagem do autor, a estrutura político-social dos etruscos, aparentemente, era bem estruturada mas, na realidade, essa estrutura foi rompida devido ao indiviualismo que predominava em alguns aspectos, o que acabou rompendoum elo existente entre políticos e militares.
Varrão e Plínio destacam a vasta prosperidade existente na agricultura etrusca, como também, as maneiras e técnicas usadas quanto ao preparo do solo, sua fertilidade e indústrias altamente desenvolvidas devido à abundância de metais como o ferro, o cobre e o estanho.
Outro fator de suma relevância a ser destacado é a habilidade em confeccionar artifícios em ouro, além da abundância de materiais para a construção. É importante lembrar que todos esses fatores prósperos da economia etrusca foram tão fundamentais na época que causaram um comércio ativo.
No que tange à escrita, o mais antigo
alfabeto etrusco que foi encontrado, foi chamado de “o alfabeto de Marciliana”, cuja data remonta 700 AC; que, conforme pesquisas feitas, continham 22 letras do alfabeto Fenício e alguns sinais acrescentados pelos gregos. Existem hipóteses de que os etruscos teriam recebido o alfabeto dos gregos.
Para o autor, a origem grega do alfabeto etrusco, seria oriunda de uma época na qual se assistiu a separação dos grupos orientais e ocidentais. È relevante acrescentar que a própria língua latina apresenta vocábulos etruscos, e ainda observa-se que os autores gregos e latinos nos ensinaram os significados de várias palavras.
É importante lembrar também que atualmente, encontramos muitas expressões latinas em túmulos de todos os cemitérios do mundo.
Quanto ao aspecto artístico, podemos dizer que os Etruscos eram um povo que trabalhava magnificamente bem na agricultura, pintura e artes menores, no que se refere à educação, eram, sobretudo, um povo extremamente religioso pois acreditavam na vida além-túmulo.
E o admirável povo realizou na Itália uma conquista extraordinária, trazendo consigo uma bagagem cultural milenar inigualável e souberam adaptá-la à nova terra, ampliando, com várias contribuições que lhe eram fornecidas pelos centros de civilização do mediterrâneo, além de difundir seus valores culturais, na política, economia, nas artes, na religião e no campo lingüístico.
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