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Shvoong Home>Entretenimento>Filmes>Resumo de Até que o Fim do Mundo nos Separe

Até que o Fim do Mundo nos Separe

Resumo do Filme   por:JoaoMenezes    
ª
 

Aparentemente, o apocalipse nem sempre chega sob a forma de ataques alienígenas, pandemias de zombies ou conflitos militares sem precedentes. E o mundo pode despedir-se condignamente da vida sem efeitos especiais e óculos 3D, mas com coração quente.

Segundo várias teorias científicas, já aconteceu antes e poucos sobraram para contar a história que, por ironia no destino, volta a repetir-se.

Um asteroide com mais de 100 km de diâmetro encontra-se em rota de colisão com a Terra. Todas as tentativas de evitar o fatal embate falharam, e o fim do mundo, como tantos profetizaram vezes sem conta, chega dentro de 21 dias. O que termina também sem tréguas é o casamento de Dodge, um homem que sempre se resignou a jogar pelas regras e pelo seguro. Um dia, conhece Penny, a vizinha extrovertida mas de coração amolgado por nunca ter encontrado o amor verdadeiro.

Estão lançadas as cartas e corpos celestes para uma jornada que tem como destino o reencontro familiar e dos amores perdidos… antes que seja demasiado tarde.

A sátira pouco convencional ao fim dos tempos de ‘Até que o Fim do Mundo nos Separe’ tem um tom mais meloso e calmo do que aquilo a que estamos habituados vindo deste quadro temático, sendo que a adesão à aventura agridoce de Dodge e Penny também pode ser determinada pela capacidade de encaixe cómico do espetador, relativamente à fatalidade que envolve o enredo.

O conceito é mais forte do que a execução, o que poderá ser justificado pela parca experiência prévia da realizadora e argumentista no cargo, Lorene Scafaria, que se notabilizou em 2008 pelo argumento da excêntrica comédia romântica ‘Nick e Norah – Playlist Infinita’. Em ambas as funções, Scafaria faz escolhas óbvias e nem sempre brilhantes, mas complementa-as com a presença de refrões ímpares.

A honestidade cortante de ‘Até que o Fim do Mundo nos Separe’ é especialmente palpável na primeira meia hora de filme, onde exploramos uma série de reações possíveis (muitas delas bem primordiais) ao prognóstico apocalíptico. O caos instala-se e, desde manifestações públicas de promiscuidade a pais a alimentarem os filhos a álcool, o mundo tenta absorver as últimas experiências que consegue alcançar. E é este tipo de verdades duras – porque talvez se revelasse assim, mais do que de outra forma – que tornam ‘Até que o Fim do Mundo nos Separe’ tão afetante. É a humanidade na sua mais gloriosa imperfeição.

Há contudo, uma extrema abundância de fofura. E não nos interpretem mal: fofura é bom. Mas a fofura tem de ser muito bem doseada, por perigos de se deixar cair, como diriam os nossos amigos brasileiros, no brega.

Steve Carell faz o que sabe e traz-nos o homem de sempre – o loser amoroso - com menos laivos cómicos do que o costume. Do outro lado da barricada, Keira Knightley, numa rara oportunidade de contracenar nos tempos modernos, orienta o personagem mais interessante e misterioso do duo, numa performance bem condimentada pelo espírito livre e natureza otimista.

Pelo caminho, conhecemos ainda brevemente uma série de personalidades cativantes, veiculadas pela presença de cameos da mais alta qualidade e bem auxiliadas pelos dizeres certos.

É fácil, demasiado fácil até, desvalorizar ‘Até que o Fim do Mundo nos Separe’ como “mais um filme sobre as malvadas profecias Maias” ou uma comédia romântica aparentemente desajustada. Se podíamos ter uma dinâmica relacional diferente entre os protagonistas, uma sátira mais azeda sobre a sociedade ou um final mais irónico? Podíamos. Mas Scafaria cria algo que respeita a inteligência de quem assiste, numa narrativa que não vê necessidade em ser assistida por coincidências pouco credíveis, twists bizarros ou finais batoteiros.

O que acabamos por receber está, na verdade, inteiramente explícito no título original (‘Seeking a Friend for the End of the World’): uma rendição adorável e honesta sobre a incessante procura humana pelo contacto e intimidade. E esse não é, nem deve ser, um propósito menor. Nem hoje, nem no último dia das nossas vidas.

Publicado em: 12 dezembro, 2012   
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