O filme é
feito em flashback, baseado na obra de Stephen King, no qual temos Paul
Edgecomb(Tom Hanks), o personagem principal, num asilo narrando a história de John
Coffey(Michael Clarke Duncan) revivendo um fato marcante em seu passado,
especificamente no ano de 1935, em que trabalha como policial no corredor da
morte de uma prisão americana. Um período que sofre de grave infecção urinária,
ao mesmo tempo que recebe John, um homem negro de estatura enorme, como
prisioneiro a ser executado, condenado pela morte e estupro de duas crianças
brancas.
Paul se surpreende com a docilidade de
John que passa a chamá-lo respeitosamente de “chefe” em toda a trama, não o
vendo como pessoa perigosa passa a investigar seu caso se surpreendendo com a
acusação. Até ali ele tem uma boa relação com seus colegas e prisioneiros,
porém chegam duas pessoas para atrapalhar
a harmonia do presídio: O guarda Percy Wetmore(Doug Hutchinson), que é
designado para lá através da influência de pessoas do alto escalão, se
mostrando cruel e perverso diante dos colegas e condenados, e temos o prisioneiro
conhecido por Wild Bill(Sam Rockwell) que se mostra mais cruel ainda metendo
medo até ao próprio Percy que vive a perseguir um rato de estimação de um dos
prisioneiros mostrando seu total desequilíbrio e insanidade.
Em meio a vida no corredor da morte Paul
encontra seu chefe Warden Hal Moores(John Cromwell) que
sofre com o cancêr da esposa afirmando já está nas últimas, aproveita a
conversa para avisá-lo sobre Pierce e sua falta de escrúpulos alertando-o que
pode chegar a fazer mal a alguém no presídio. Logo em seguida ao receber o
prisioneiro Wild que provoca uma confusão tentando uma fulga , Paul cai no chão
com fortes dores decorridas da sua infecção urinária e é neste momento que
descobre o primeiro milagre de John, esse pede pra tocá-lo e assim o cura da
infecção. Impressionado Paul começa a acreditar na possibilidade de sua
inocência se aproximando mais dele conhecedo seus poderes como exemplo
presencia a morte do rato causado por Pierce. Ele dá o rato a John que o cura
impedindo que morra e descobre que ele suga a doença pra ele e expele pela boca
descobrindo assim os dons do preso.
Um ponto a ser destacado é que timidamente
existe uma menção ao preconceito racial em alguns relatos das pessoas que
acusam John, por ser negro não pensam na hipótese dele ser inocente quando foi
um branco e pessoa de confiança da família que fez isso, mas Paul se mostra uma
pessoa humana o tempo todo sentindo o caráter de John, tanto
que o leva escondido para a casa do seu chefe e antes de ir é pego por Wild
pela mão, nesse momento John através do tato revive toda a cena de brutalidade
que sucedeu com as meninas e que o responsável por isso foi o próprio Bill! Assim,
ao curar a esposa do chefe de Paul, John não expele a doença , fica pra si e
planeja castigar Piercy e Wild ao passar a mesma pra o próprio Piercy que, em
transe, atira em Wild matando-o e ficando louco em seguida.
Procurando justificativas pelo ato Paul
indaga John que pega nele para que veja tudo o que Wild fez com as meninas
relatando que o prisioneiro usou o amor que uma tinha pela outra para matá-las,
dando a certeza a Paul de sua inocência sem ter como prová-la. Nesse momento
Paul busca alternativas com John de socorrê-lo, porém o mesmo diz que prefere
ser executado a se manter num mundo tão cruel, se mostrando puro ao fazer
pedidos inocentes antes da execução como assistir a um filme e não ficar no
escuro durante sua morte comovendo aos guardas e antes de sua morte fala pra
John do amor que o assassino usou para com as crianças e que no mundo sempre
acontece isso, fazendo uma crítica aos valores das pessoas.
Após presenciar a morte de um inocente, John
pede pra sair do cargo com remorso de ter deixado morrer uma pessoa com dons
especiais o caracterizando como um milagre de Deus terminando o filme como
começou, idoso, porém revelando seu castigo que seria ter recebido durante a
cura de John vida longa, assim como ratinho, pois veria os seus partir e
continuaria a viver, pra ele esse foi o castigo por ter matado um milagre de
Deus!
Uma perfeita
sintonia entre Tom Hanks e Michael Duncan que emociona o telespectador do
ínicio ao fim ao protagonizarem um drama sobrenatural de forma emocionante,
rendendo indicação ao Oscar!