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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Negócios & Economia>Gerenciamento & Liderança>A rapidez das informações na organização

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A rapidez das informações na organização

por : jcmaron    

Autor : JC Maron

A rapidez
com que as informações são obtidas e circulam atualmente nas empresas é
impressionante. A cada
dia somos defrontados com novos sistemas e novas
tecnologias possibilitando a obtenção de informações estratégicas de mercado, de
clientes, concorrentes, etc, permitindo decisões mais rápidas em todos os
níveis de uma organização. Mesmo através da internet, em pouco tempo são
obtidas informações as mais diversas. Mas, será que todas estas informações que
passam pelas nossas mãos são totalmente confiáveis?
 É
importante lembrar que há pouco mais de 10 anos esta facilidade não existia. Há
15 anos atrás dependíamos de enormes computadores que exigiam um enorme tempo
para processar a informação de que necessitávamos. E há 20 anos atrás, por
incrível que pareça aos profissionais mais jovens do mercado, utilizávamos
listagens com centenas de folhas no levantamento manual (isso mesmo, manual) de
dados que se transformavam em informações desejadas para importantes tomadas de
decisão. Afinal, não faz tanto tempo assim e até parece que vivíamos no tempo
das cavernas!
 O que
mudou nestes últimos anos? Obviamente não podemos mais perder tempo aguardando
que uma máquina nos dê a informação de necessitamos para fechar um negócio,
agilizar um contato, atender um cliente ou eliminar custos indesejáveis. Seria
um contra-senso querer voltar atrás e manusear listagens de computador. Mas o
que devemos nos perguntar é: ainda temos a capacidade de analisar e avaliar se os
dados que estão sobre a nossa mesa de trabalho são totalmente confiáveis? O que
eles nos revelam? Nós temos tempo para checar as informações obtidas, verificarmos
sua consistência e detectar pequenos detalhes que podem trazer enormes
diferenças nos resultados de vendas, finanças, desempenho de pessoas e outros
aspectos relevantes para a continuidade dos negócios? Ou estamos apenas
repassando uma folha de papel para ficarmos livres dela mais rapidamente?
 Se há 15
ou 20 anos atrás perdíamos muito tempo no levantamento manual de dados, por
outro lado, isto nos permitia a análise instantânea do que estava sendo
transformado em
informação. Estávamos ao mesmo tempo obtendo informações e
analisando o seu conteúdo, avaliando detalhes que podiam influenciar
decisivamente o negócio da empresa. Era justamente esta capacidade analítica
que tornava um funcionário diferenciado e valorizado dos demais dentro de um ambiente
organizacional. Esta facilidade se perdeu nos dias atuais, uma vez que a nossa
vida se transformou num grande computador. Hoje fazemos parte de processos nas
organizações que nos cobram cada vez maior rapidez e menos tempo para analisar
profundamente o que estamos fazendo e como estamos fazendo, em busca apenas de
resultados.
 Estamos
perdendo a capacidade de analisar números, dados, informações, tendências,
históricos, nos transformando num pacote de negócios. Perdemos a capacidade de
mostrar, utilizar e desenvolver os nossos talentos e habilidades no manuseio de
informações, nos relacionamentos interpessoais e na melhoria dos sistemas de
comunicação.
 A
tecnologia da informação veio para ficar e facilitar a nossa vida, mas devemos
ter discernimento quanto à sua aplicação, lembrando que ela deve ser utilizada
para a nossa evolução profissional e intelectual. E, consequentemente, para o
crescimento das organizações, da economia e do país como um todo.
José Carlos
Maron Jr.
Administrador
de Empresas
email:jcmaron@yahoo.com.br
Publicado em: março 05, 2008
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