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Resumos e revisões curtas

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FAVELADO CAPITULO 1º

por : HESIR    

Autor : HESIR DE OLIVEIRA FILHO
                                                   
FAVELADO
                                                     INFANCIA
lembrança que eu tenho da minha infância não é nada bonita, muito pobre mais minha mãe sempre prezava pela nossa dignidade, vou contar um pouco de minha infância para todos vocês. Quando nasci, minha mãe sempre me contou isto com muito orgulho era um bebe muito grande forte, pesado e muito bonito “é claro qual a mãe que falaria o contrário”; ela me dizia que eu participei de um concurso do bebê mais bonito da maternidade, e eu não ganhei por que houve algum problema que ela acabou levando para o tumulo, mais nunca foi claro quanto a este assunto, quem ganhou foi um amigo meu de infância apelidado de Cazinho, se me perguntarem o nome dele de verdade eu nem imagino, até hoje quando raramente o vejo, o chamo pelo apelido Cazinho, nesta altura ele deve morrer de vergonha, mas como ele nunca falou o nome dele, então continuarei gritando de longe: “Cazinho!”; o que importa é que ele levou o meu prêmio e até hoje também, assim como eu, não sabe o motivo.
                                           TRABALHO INFANTIL
Desde que me lembro como gente eu sempre trabalhei, não por que eu gostava na realidade eu nunca gostei de trabalhar, sempre trabalhei por necessidade e nunca por prazer; mais na minha infância era muito necessário, embora às vezes na verdade eu enrolava minha mãe, às vezes não trabalhava nada, ou comia mais do que vendia, sempre fui um pouco levado, talvez até um pouco mais do que os meus outros irmãos. Quando eu era bem moleque uns sete anos aproximadamente, eu me lembro de ir algumas vezes com meus irmãos mais velhos no antigo lixão de acari, no bairro mesmo de acari, no final da Rua Maturá á direita, podem ir lá, até hoje não construíram nada no local, não sei se a terra está contaminada ou o quê; este período foi muito, mais muito triste, muito mais hoje do quê quando eu era criança, pois acredito que de minha parte eu atrapalhava mais do quê ajudava, eu me lembro que tinha muito urubu (pássaro), montes de lixos, os caminhões iam e viam de todos os lados, as pessoas não sabiam para onde ir, se corriam para os caminhões ou corriam dos caminhões, também tinham os tratores, que espalhavam o lixo após a descarga dos caminhões, os motoristas dos caminhões e dos tratores, não se preocupavam nem um pouco com nosco, mais também nós éramos piores dos que os urubus, me lembro que meu irmão e meu primo Amauri que morava e foi criado conosco, corriam para os caminhões, parecendo que queriam abraçar e levar nos braços todo aquele lixão dos caminhões, não era só eles, e sim dezenas de pessoas que se amontoavam atrás dos caminhões de lixo para tentarem conseguir algo para se alimentar e levar para casa para alimentação do dia a dia, o algo como: alumínio, cobre, papelão, latas e tudo mais que poderia revender e conseguir um dinheiro, para ajudar a família, mais era uma grande festa em casa quando meus irmãos levavam restos de carnes, creio que deveria ser lixo de açougue, supermercados ou restaurantes, só sei que nós adorávamos, nesta época minha mãe nãotinha geladeira ou fogão, então o que ela fazia, eu me lembro muito bem, meus irmãos chegavam com os restos de carnes, ela olhava o que realmente dava para aproveitar, fervia e cozinhava tudo e depois colocava em latas com gordura, para preservar já que não tínhamos geladeira, apesar de ser lixo minha mãe caprichava no  tempero que tinha em casa e ficava uma delicia; foi assim que iniciei a minha vida de trabalho, meio de brincadeira, mais no intuito de ajudar meus irmãos.
Publicado em: outubro 19, 2007
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