TEORIA DA TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA:
Elaborada em 1929 sustenta a idéia de que qualquer país, em um certo momento da sua
historia, ira equilibrar o
crescimento populacional com a diminuição da taxa de natalidade e de
mortalidade. Cada país passa por três diferentes estágios demográficos:
- Primeiro Estágio:
Conhecido como pré-industrial ou de crescimento lento da população. Predomina o equilíbrio demográfico e o baixo índice de crescimento vegetativo porque as taxas de natalidade e mortalidade são altas.
- Segundo Estágio:
Caracteriza-se por três momentos distintos:
1º momento (transição demográfica inicial): o país tem um crescimento populacional rápido (explosão demográfica) devido à queda das taxas de mortalidade e a permanência das altas taxas de natalidade.
2º momento (transição demográfica em curso): as taxas de natalidade diminuem, ocorrendo desaceleração demográfica.
3º momento (transição demográfica avançada): as taxas de natalidade diminuem ainda mais em virtude da queda de fecundidade e haverá um crescimento moderado da população.
- Terceiro Estágio:
É a etapa na qual se conclui a transição demográfica, estabelecendo novamente o equilíbrio demográfico porque as taxas de natalidade e mortalidade são baixas. O país passa a ter crescimento vegetativo muito baixo, inferior a 1%, nulo ou negativo.
ESTRUTURA ETÁRIA:
A análise da estrutura etária por gênero freqüentemente é realizada em conjunto, pois as causas e as conseqüências que afetam cada uma dessas estruturas são muito semelhantes.
A estrutura etária representada por idade e por sexo é normalmente feita por uma pirâmide etária, em que a base representa a população jovem, a parte intermediaria corresponde á população adulta, e o topo indica a população idosa.
O formato que a pirâmide vai tomar dependerá diretamente dos indicadores da população do país, tais como as taxas de natalidade e de mortalidade e a sua distribuição entre os dois gêneros. Como esses indicadores são relativos, variando de país para país, é possível identificar três tipos de pirâmides
1° A de um país SUBDESENVOLVIDO típico: sua base é extremamente larga, com resultados de altas taxas de natalidade,, o meio afunilado, em função também de altas taxas de mortalidades, e seu topo estreito, pois é muito baixa a expectativa de vida. Exemplo: EUA
2° A de um país DESENVOLVIDO típico: em que sua base é relativamente estreita, pois a taxa de natalidade nesses países costuma ser muito baixa, o meio é afunilado, pois também a taxa de mortalidade não é muito acentuada, já que a expectativa de vida nesses paises é bem mais longa que nos países subdesenvolvidos.
3° A de um país EMERGENTE típico, em que a base apresenta as duas ou três camadas inferiores mais estreitas que as de cima, indicando um início de declínio das taxas de natalidade, o meio ainda é um pouco afunilado, já que as taxas de mortalidade não declinaram muito, e o topo começa a se alargar, pois a expectativa de vida nesses países começa a se elevar.