O barco em que Robinson navegava, rumo ao Chile, naufraga. Para além de Robinson, só se salva o cão.
A
ilha é deserta, o lugar longínquo, a solidão desesperante.
Para não enlouquecer, Robinson organiza os seus dias e o seu espaço como se vivesse em sociedade. Tem rotinas elaboradas, regras e preceitos que o ''agarram'' à vida e à esperança de ser resgatado daquele
fim-de-mundo.
Um
dia observa um ritual sangrento praticado por uma tribo que usava a ilha com esse fim. Nessa ocasião, salva um
jovem indígena da morte. Chama-lhe Sexta-
feira porque o encontro dos dois se deu nesse dia da semana.
A partir dessa
altura, Robinson põe em prática, com um aprendiz, todas as regras que achava indispensáveis à civilização. Sexta-feira aprende a falar a sua língua, passa a ter uma rotina que implica trabalhar todos os dias, com tarefas específicas que visavam dar a ideia de civilidade, de ordem, organização e hierarquia. Sexta-feira coopera, mas não compreende.
Mas há um dia em que as coisas mudam.
Viver numa ilha é diferente de viver numa cidade. A beleza da história está na humildade de Robinson em aprender a viver livremente e na capacidade de Sexta-feira em impor a lógica da liberdade, da felicidade e da curiosidade.
E numa altura em que os dois viviam felizes com aquilo que é a '' verdadeira civilização'', chega um barco para o resgatar. E Robinson não quer partir.
Sexta-feira embarca rumo ao desconhecido e à aventura, contra conselhos de Robinson. Em seu lugar fica ''Domingo'' - um paquete jovem e infeliz que consegue escapar do barco e pede ajuda a Robinson.
Mais críticas sobre Sexta-feira ou a vida selvagem