"Eis um pequeno fato: você vai morrer". Assim começa a narrativa dessa estória destinada a ser uma das melhores já escritas. Markus Zusak, australiano, conseguiu com extrema habilidade construir essa soberba peça contra a opressão e o medo, utilizando-se do amor aos
livros e a palavra. Liesel, uma
menina que foi abandonada pela mãe e
entregue a um casal alemão em plena segunda guerra mundial, um pintor desempregado e uma dona de casa rabugenta., escapa várias vezes da
morte e decide relatar sua história. A protagonista passeia com desenvoltura entre diversos personagens interessantes: Hans, um amável tocador de acordeões; Max Vanderburg, um lutador
judeu; Rudy Steiner, seu melhor amigo e candidato a namorado; e, é claro, uma penca de nazistas fanáticos.
O Manual do Coveiro foi o primeiro de vários livros que Liesel roubaria e esses mesmos livros vão marcar a sua vida naqueles anos turbulentos, quando a Alemanha estava entregue ao horror de Hitler, ajudando-a a dificultar em muito o trabalho da morte. O hábito de rouba-los
deu à nossa heroína um apelido e uma razão de viver; a busca por conhecimento deu-lhe um objetivo. E as palavras que encontrou em suas páginas seriam mais tarde utilizadas por ela para narrar suas aventuras.
Mais críticas sobre A menina que roubava livros