Este
livro, de Maria Teresa Maia Gonzalez, é um livro fantástico, isto porque, é um livro para quem gosta de ler, é um livro para quem não costuma ler, mas que tem curiosidade na sua mensagem, é um livro para pais que tentam afastar os seus filhos dos maus caminhos, é um livro para filhos que acham que não podem cair em maus caminhos. É
uma história infelizmente muito real e que pode acontecer a qualquer
um, e que nos dias de hoje é sem duvida um problema do dia a dia, na família, no grupo de amigos, no local de trabalho, em qualquer sítio. À que ler o livro, passar o testemunho e estar atento a tudo o que nos rodeia para não entrarmos no mundo marginal da droga.
A história fala de Joana, uma rapariga que ao ver a sua amiga morta por uma overdose, decide começar a escrever cartas a ela, para que desta forma a mantenha viva na sua memória, e para também tentar perceber o que levou a amiga a seguir tão trágico caminho e também de o conseguir aceitar.
No entanto Joana também segue este caminho, e o leitor pode ter a noção do caminho que ela vai percorrendo, do pouco ela passa a mais um pouco, e num caminho lento mas fatal, também Joana se deixa levar, por todos os problemas que a envolvem, uma mãe e um pai ausentes e um irmão com quem não se pode contar, a dor de perder uma amiga, enfim…
Temos realmente vontade de gritar, de dar a mão a Joana, ao ver em como ela se está a afundar cada vez mais, e não se apercebe disso, de como ela criticou e crucificou a amiga mas agora está a fazer o mesmo.
No fundo temos de imaginar, o que fazer quando de repente, tudo parece perder o sentido, quando não temos ninguém que nos ajude e que nos puxe do fundo deste poço que parece que cada vez mais ceifa vidas de jovens que ainda não tiverem a oportunidade de viver decentemente.
É uma grande lição para os pais, é uma grande deixa para que eles estejam cada vez mais atentos, para a vida dos seus filhos, que se lembrem que o tempo existe para ser gasto com quem mais amamos, para dar atenção aqueles que mais queremos.
Para mim, o livro tem uma frase que diz tudo, e que decerto deixa qualquer uma a pensar:
"Desapertou a correia do relógio e pousou-o devagar sobre a mesinha. Agora, tinha todo o tempo do mundo. Para quê?"
Mais críticas sobre A lua de Joana