Quem não recorda ainda o dramático caso de Joana Cipriano, a
menina de oito anos,que foi dada como desaparecida?Para muitos ela será lembrada como um
rosto na televisão ou nos jornais e revistas,um pequeno rosto sorridente e alegre que gostava de viver.
Ao
longo deste
livro vamos descobrindo acima de tudo o lado humano dos investigadores da PJ que foram para o Algarve , mais propriamente para Faro e da
forma desumana como foram recebidos pelos seus"colegas"em Faro e também pela forma caricata e estúpida de como foram acusados de espancamento de uma
mulher que nem sequer soube ser mãe quanto mais mulher.
Vamo-nos apercebendo no decorrer de todo o livro e de toda a narrativa do dramatismo da situação ,da impotência dos investigadores , que tudo fazem para poderem chegar a uma conclusão , mas quando pensam que se lhes está a
abrir uma porta estão de facto a fechas todas as outras que conseguiram abrir atrás de si ao longo do processo.
É incrívél como dois seres ediondos possam ter feito o que fizeram com a pobre criança e não terem um pingo ou um rasgo de consciência em admitirem o que fizeram com o corpo da menina.
Como é possivél para uma MÃE normal conseguir digerir a indeferença a ,crueldade a mesquinhez tamanha de uma "coisa " que se auto-proclama "mãe? e mulher?"
É um livro de um promenor tal de uma descrição dos factos e de situações ,que a sensação que temos é de estarmos dentro da toda esta cena macabra.
lloret
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