Os quinze
contos de
Dublinenses são, sem dúvida, a porta de entrada para a
obra do mais radical escritor do século 20: o irlandês James Joyce,
autor de Ulisses e Finnegans Wake.
Escritos quanto o autor tinha apenas 23 anos, os contos de Dublinenses são pequenos e primorosos retratos em preto e branco da Dublin natal de Joyce. Fotos amareladas de
personagens tolhidos pelo catolicismo rígido e pelo autoritarismo familiar em vigor na época. Personagens confinados em vidinhas vazias. Vidas rasteiras, rotineiras. Sem grandeza, sentido, horizontes.
Segundo o próprio Joyce, sua intenção era escrever um capítulo da “história moral” de seu país. "Escolhi Dublin como cenário porque esta cidade parecia ser o
centro da paralisia”. Definição mais do que perfeita para uma obra simplesmente imperdível.
Destaque para “Os Mortos”, um dos maiores contos da literatura inglesa de todos os tempos.
Mais críticas sobre Dublinenses