A caminho de Gilbratar, um estrangeiro numa
cidade estrangeira em busca de não se sabe o quê, fungindo ou à procura de nada, chega ao fim inelutável de toda jornada. Sua única companhia é o chapéu e a vaga esperança de dar-se no espelho com a própria cara. Devaneios da liberdade monstruosa das viagens. assim é a passagem fortuita, vertiginosa e com conseqüencias desastrosas para o homem por uma cidade espanhola à beira do Mediterrâneo, palco de antigas guerras, da intolerância e da expulsão dos Mouros. Inseticida, doença, morte e um par de botas são as poucas peças na bagagem desse intruso, orfão de pai e viúvo de um amor morto. Um ser sem raizes, sem fronteiras, o ser de todos.
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