Singular na sua aspereza, nela escreveu o seu nome, o
mestre que construiu a abóbada. Era uma
pedra qualquer. Mas por ter sido colocada a unir as forças convergentes mudou o mundo de umas mãos. Muitas mãos. E braços, que juntaram suas
pedras irmãs, uma após outra e assim por diante até que só sobrando, ela restou para um fim para que não tinha sido escolhida! Mas ao fechar o tecto daquela capela, impressionou-se, com a vigaria das pedras arqueais que a precediam: se cais, matas o nosso mestre - Gritavam em tensões ogivais. Singular, nunca respondeu a qualquer provocação. Apercebeu-se, com vertigens, da sua singularidade, da sua posição alta. Contudo, manteve a sua identidade estaleira e cumpriu o seu papel de pedra de Ançã. Afinal, para quê cair para cima da cabeça de um mestre? Qualquer que ele fosse? Empoeirar-se?
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