Damião era um rapaz, obrigado pelo pai a frequentar um seminário e tornar-se padre.Mas não era sua vocação e ele fugiu de lá.Sem ter para onde ir, permanece angústiado.
Depois reconsidera, vê que não pode ir á casa do
padrinho, pois foi ele quem o levou ao seminário.O pai também não quer em casa, por motivos óbvios.Restou-lhe então recorrer á Sinhá Rita, conhecida de seu padrinho, que a quer muito bem e tem muita infûência sobre o padrinho.Suplica por sua ajuda, mexendo com seus sentimentos com relação ao padrinho.Ferida em seus brios de mulher, ela manda um recado a João Carneiro, através de um escravo.Enquanto a resposta não vem, eles conversam, contam piadas e brincam, tomam uma sopa.A piada causa risadas em todos e especialmente em Lucrécia, uma
menina de 11 anos, escrava de Sinhá Rita. Lucrécia estava bordando e havia parado o
trabalho para prestar atenção nas piadas sendo alvo de recriminação de Sinhá Rita para que terminasse o trabalho ou levaria uma surra de
vara.A menina, franzina e medrosa voltou ao trabalho, mas prestava atenção a conversa.Damião se afeiçoou a ela e prometeu tomar conta dela,não permitindo que Sinhá Rita batesse nela.
João Carneiro chega e empalidece quando vê Damião.Sinhá Rita o intima a resolver a situação junto ao seu compadre. Carneiro
hesita.Ela o força, ele titubeia, até que ela o afronta dizendo que se ele não resolvesse a situação ela resolveria á moda dela.Iria vir á tona um escandâlo, que ele não poderia ter.Vai-se enfim.
Chegam á casa de Sinhá Rita mais moças e Damião
pega uma roupa do falecido marido de Sinhá e se divertem tagarelando.Chega a resposta de Carneiro.Ele não resolveu a situação.Sinhá Rita escreve numa carta que ou ele resolvia ou acabava sua amizade??.
Hora de conferir os bordados.Todas terminaram a tarefa, menos Lucrécia.Sinhá Vitória puxa-a pela orelha, ela corre, é pega e levada a sala implorando por tudo o que era santo e deus que fosse poupada do castigo.Sinhá a arrasta e pede a Damião a vara de marmelo com a qual castigaria a menina.
Damião hesita, Sinhá
grita pela vara, Lucrécia grita por Deus. E agora Damião?
Ele pensa, se negar a sua proteção, estará a salvo do seminário, se honrar a proteção voltará para o seminário.
Rapidamente, negando tudo o que a pouco prometera, Damião pega a vara e a entrega a Sinhá Vitória.
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