Um dia, um menino muito bondoso viu uma
borboleta majestosa lindamente colorida. Ela se debatia
desesperadamente no fundo do
quintal da casa dele.
O menino percebeu que ela estava ferida, porque batia desesperadamente as asas e não conseguia sair do lugar.
Com todo cuidado para não machucá-la, o menino tentou ajudá-la, desvirirando-a com delicadeza, porém tristemente reconheceu que de nada adiantava querer ajudá-la, porque não sabia curá-la.
A enfermidade era grande e por isso ele ainda mais se entristeceu.
Uma das asas estava tombada e exibia um buraco enorme, numa das rendadas extremidades, a indicar uma mordida uniforme, de um voraz predador, cruel ou morto de fome.
Ele notou tristemente que a borboleta se debatia, coitada,
tentando debalde se livrar da dor, agonizante, presságio de morte que a estava a torturar.
Ele então cabisbaixo se afastou e chorou. Descobriu que jamais poderia vencer a morte.
Ah, morte!