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Shvoong Home>Livros>Contos & Novelas>A RAZÃO SELVAGEM – contos de Francisco de Morais Mendes

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A RAZÃO SELVAGEM – contos de Francisco de Morais Mendes

por : RuiWerneck     

Autor : Rui Werneck
    RESUMO: A RAZÃO SELVAGEMcontos de Francisco de Morais Mendes         
         Conheci o Chico Mendes (como é chamado pelos amigos) lá por 2003 em Belo Horizonte. O encontro, que contou ainda com as honrosas presenças de Alexandre Marino, Luiz Giffoni e Sergio Fantini, foi muito bem ilustrado numa crônica do Chico, publicada depois que eu já tinha viajado de volta para Curitiba. A gente riu bastante naquela noite e sobrou muita coisa para contar – tanto que conto agora aqui, passados quatro anos.          Naquela ocasião, o Chico me deu o livro A razão selvagem recém-saído do forno. Ele estava exultante, e não era para menos, pois o livro havia sido bem acolhido pela crítica e pelos leitores. Por uma série de acontecimentos, não pude falar dele antes. Mas, nunca é tarde, pois uma boa obra resiste ao tempo que for.          São sete contos que tomam 139 páginas e nos mostram um escritor seguro do seu trabalho, indo e vindo com seus personagens urbanos que se drogam, fotografam, caçam aranhas, escrevem romances, amam, dão aula (— Os alunos vão ter sempre vinte anos. Você pode repetir o curso, serão sempre novos alunos.), compram roupas, escrevem cartas, fazem tudo o que pessoas normais fazem. Com uma diferença: são pessoas construídas por palavras que as fazem ser únicas. São personagens que Chico Mendes criou para nos mostrar a vida feita de esperanças e desencontros, de ilusões e carências afetivas. E que prendem nossa atenção e nos levam por ruas, por apartamentos, bares, escolas e, ainda mais, por suas tramas para se dar bem na vida.          (...)          Você não encontrou a agenda aqui.          Não, estava comigo há bastante tempo. Alguns meses.          Era meu diário. Andei feito louca atrás dele. Depois desisti. Você o leu, certamente.          Certamente.          Como o conseguiu?          Já não vem ao caso.          Você o tirou da minha bolsa. Isso vem ao caso.          Por que tanta certeza?          Porque eu não o deixaria em lugar algum. Você, não sei como, mas você o roubou. Pode ser a mesma razão porque se aproximou de mim, aqui. O que quer de mim?          Nada.          É bom que seja.          (...)          Um trechinho do conto A crítica da razão selvagem, só para mostrar como se processa o jogo de atração/repelão que permeia as ações dos personagens.          Chico Mendes é jornalista, ganhou prêmios em importantes concursos de contos, publica crônicas e críticas em jornais de BH. O livro A razão selvagem saiu pela editora Ciência do Acidente em 2003 e pode ser encontrado nas boas livrarias e bibliotecas.          Obrigado pela atenção, Werneck         
Publicado em: outubro 01, 2007

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