A menina e sua colega olhavam para os palacetes e disputavam a posse imaginária deles. Um dia, a menina viu uma rosa e apanhou-a,
tomando cuidado para não ser vista. Enquanto ela colhia as rosas a fim de levar para casa, a colega
vigiava. As duas, usando dessa estratégia – uma colhia, a outra vigiava – passaram a furtar rosas com freqüência. Além de rosas, furtavam também
pitangas. "Ladrão de rosas e pitangas têm cem anos de perdão. As pitangas, por exemplo, são elas mesmas que pedem pra ser colhidas, em vez de amadurecer e morrer no galho, virgens."