Zé Centeralfe
procura o
delegado de uma cidadezinha, queixando-se de que o valentão Herculinão Socó vivia cantando sua esposa.
A situação tornara-se tão insuportável que o casal mudara de arraial. Não adiantou: o Herculinão foi atrás. O
delegado, misto de filósofo, justiceiro e poeta, depois de ouvir pacientemente a queixa,
procura o conquistador e, sem a mínima hesitação, mata-o, justificando o fato como necessário, em nome da paz e do bem-estar do universo. Um conto que mostra a justiça do sertão, feita pelas próprias mãos, com uma insuspeitada racionalidade.