Segundo uma pesquisa que fiz, em várias bibliotecas no país, este livro não é muito conhecido pelos leitores brasileiros,
o que é uma pena. Miller escreve sobre um mundo pós-guerra nuclear, onde a tecnologia foi banida e os livros foram declarados malditos. Um engenheiro elétrico militar dos EUA, Isaac Leibowitz, começa uma
cruzada e funda uma ordem para salvar os livros de multidões violentas. Traído e morto, é
beatificado pela Igreja. Séculos depois, um mosteiro da Ordem encontra uma espécie de abrigo subterrâneo com vários documentos que foram preservados, e aí a estória começa. O livro é dividido em três partes, denominadas como na Bíblia, e cada parte está distante da outra por vários séculos.
FIAT HOMO (Que haja o homem): Em um mundo quase sem tecnologia, quase primitivo, um frade da Ordem de Leibowitz encontra vários documentos que se imagina haverem pertencido ao fundador da ordem. Estes documentos são levados a Nova Roma, para a cerimônia de canonização de Leibowitz. Na viagem, o frade que os carrega é assaltado e morto, e os documentos voltam à Ordem.
FIAT LUX (Que haja luz): Alguns séculos mais tarde, a escuridão tecnológica começa a dar lugar à luz, e novos experimentos e invenções começam a surgir. Os monges da Ordem continuam a preservar o conhecimento, e os documentos encontrados são chamados de Memorabilia, por conterem muitas obras preservadas de antes da aurora nuclear.
FIAT VOLUNTAS TUA (Que seja feita tua vontade): Mais séculos passam, e a humanidade volta a viver em uma nova era tecnológica, com energia nuclear, armas, naves espaciais, colônias interplanetárias, e mutantes. À beira de uma guerra mundial, a Ordem de Leibowitz torna-se guardiã de todo o conhecimento do mundo. Um ataque destrói a abadia, mas os últimos monges conseguem deixar a Terra em uma nave de Nova Roma, salvando a si mesmos e ao conhecimento humano, e deixando para trás um mundo devastado e venenoso, quase sem vida, como no início do livro.
Este resumo é inadequado demais para dar ao leitor uma boa visão de um excelente livro, mas espero que seja o suficiente para despertar nele o desejo de mergulhar mais a fundo neste universo fascinante, onde são retratadas as eternas questões entre igreja e estado, a eterna ânsia do homem em desenvolver instrumentos de destruição e pesar, mas acima de tudo, a esperança fornecida por homens que se dedicaram, ou se dedicarão, a preservar o conhecimento e usá-lo para restaurar o que foi perdido.