"Admirável
Mundo Novo", de Aldous Huxley, é um clássico da ficção
científica, uma prazeirosa e instigante
leitura para quem é fã do gênero. Publicado em 1932, a obra do escritor inglês se mantém atual quase oito décadas depois. Sua importância se equivale ao bastante difundido "1984", de George Orwell, e até ao pouco conhecido, mas igualmente ótimo, "Nós", do russo Evgeny Zamiatyn (sem tradição no português).
Em "Admirável Mundo Novo", o mundo é perfeito. As pessoas são felizes, não há desemprego, inexistem problemas financeiros e o sexo é livre. A procriação da raça humana é concebida em laboratórios. Neste cenário, não há espaço para paixão, para o amor. A felicidade é garantida por uma droga, o soma.
A história
gira em torno de um grupo pequeno, que, em uma das férias, faz uma viagem para um parque indígena, onde alguns poucos espécimes humanos ainda vivem à maneira antiga. Eles levam um
jovem e a sua mãe para conhecerem a civilização. O choque é inevitável, mas a questão gira em torno do paixão não correspondida do jovem.
É uma leitura obrigatória neste começo de século, quando o homem caminha em direção a um futuro incerto.
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