Mesmo com o estudo das técnicas consideradas até agora torna-se importante que o escritor seja capaz de deixar de lado
os esboços
escritos por algumas semanas e voltar a relê-los com frieza e objetividade, como se estivessem sido escritos por outra pessoa.
Poucos escritores têm a facilidade de escrever um livro de uma vez, portanto para o resto, reescrevê-lo editando trechos, cortando fraquezas e tirando as “gorduras” faz parte do trabalho. Existem poucas chances de que um livro fique sensacional na primeira rodada.
Por mais difícil que seja este trabalho, para a maioria dos escritores é a parte mais agradável. Partir do nada com uma gama infinita de possibilidades até chegar a uma história completa, como um escultor que define as figuras a partir de um bloco de pedra dura, essa é a parte que pode trazer mais satisfação no final da longa jornada.
Com os traços do romance já delineados, tudo toma uma forma que faz com que o próprio escritor acredite na verdade existente da vida e da história daqueles personagens.
É aí que o romancista tem a chance de provar que tem talento e habilidade, e esse talento é reconhecido na proporção em que o romance alcança o coração do vasto público.
A revisão e modificação é o que determina a qualidade do que se está escrevendo. Existem livros que contaram com doze esboços e outros tiveram 2 ou 3 manuscritos. O fato é que esse disprendimento do que já foi escrito em uma obra para dar lugar a novos conceitos é muito enriquecedor, e sem ele não haveria tantos best-sellers quantos são os estão disponíveis no mercado atualmente.