A Morte de Aquiles , romance policial de Boris Akunin (pseudônimo de Grigorij Tchkartichevili)
é mais um desses títulos seriados policialescos de trama bem construída. Tudo começa quando um jovem
policial (Erast Pietróvich Fandórin), encarregado de missões especiais, e seu fiel servo e amigo (Massaro Shibata), chegam à Rússia. Com o objetivo de se apresentar ao alto comissariado de polícia, Fandórin e seu amigo acabam tendo que se aventurar na investigação da morte do General Mikhail Dmitrievich Sobolev (o Aquiles). Paulatinamente, Fandórin vai montando
o puzzle da morte de Sobolev e vai descobrindo interesses particulares, jogos de poder e sedução nos altos escalões do governo russo. O bom desse romance é que Boris Akunin faz uma ruptura no trajeto percorrido por Fandórin (o herói) para inserir o anti-herói (Akhimas Velde), personagem importante para o desfecho dos acontecimentos e compreensão da
narrativa. Dois homens, dois destinos que se cruzam mais uma vez, numa história em que mais do que a força e o poder, o que vale é a honra. Não se espante com as mais de 300 páginas... a narrativa é doce.