Neste
soneto, o sujeito poético reflecte sobre as contradições do
amor e sobre os motivos que levam as pessoas e apaixonarem-se. Nas duas quadras e nos dois tercetos o amor é caracterizado como um sentimento contraditório: por exemplo, "Amor <...> é ferida que dói e não se sente". Essa caracterização é feita através de oxímoros, figuras de estilo que introduzem o paradoxo. No terceto final, o eu lírico encerra com chave de ouro o poema, questionando: como pode o ser humano "cair na armadilha" de se apaixonar se o amor é um sentimento "tão contrário", que o vai trazer tanta instabilidade e confusão, tanta angústia misturada com euforia.
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