Por si só o nome de quem seleccionou é uma referência de qualidade na Literatura Portuguesa: AUTORA (assim mesmo, tudo em
maiúsculas),
Natália Correia dispensa apresentações.
Já a obra (uma
Antologia dos anos sessenta do séc. XX), merece ser lembrada: trata-se de um livro com uma história antiga de perseguição (no outro regime) e que o regime actual (novo e moderno) encobriu e sonegou, ambos pelo facto de a mesma se ocupar da celebração da festa do corpo.
Porque a Primavera se aproxima, porque em breve se comemora mais um "Dia Mundial da Mulher", porque "amar faz bem" mas rir faz melhor e porque a poesia é eterna, aqui fica uma pequenina amostra:
"Noite de núpcias:
Enquanto despia o fraque
junto ao leito de noivado,
escapuliu-se-lhe um traque
de timbre aclarinetado..."
(...)
Espero que fique a vontade de ler e rir até não parar.