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No Caminho com Maiakóvski, poesia reunidfa

Review by : Margit Didjurgeit
Visitas : 88  palavras: 600   Publicado em: abril 19, 2008
Usado em campanhas contra a ditadura dos anos 70, em pôster,cartões postais, estampa de camiseta da campanha Diretas Já, mensagem massificada na Internet - já foi conhecido em todo o Brasil, como o poema mais famoso e representativo de...

Vladimir Maiakóvski, o poeta russo.

O que a esquerda brasileira esqueceu, usou ou interpretou mal, vê-se nos jornais e revistas de um Brasil assustado com a violência dos anos da ditadura do Partido dos Trabalhadores, na década de 2000.

Somos assolados não por uma ditadura militar, mas por uma ditadura de esquerda, que ameaça se perpetuar no poder como o tenta o presidente da Venezuela.

Estas neo-ditaduras à exemplo da China, que viveu décadas sob o regime comunista, dão muito pouco valor ao que público e muito ao que é privado.

Vê-se a mídia ocupada por mais de 20 dias como agora em Maio, com a menina Isabella, supostamente morta pelo pai e ou madrasta. Enquanto isso, estamos com uma epidemia de Dengue no Rio de Janeiro, a vetação de reajuste da aposentadoria, aumento de juros pelo BC, etc.

Há tantas outras notícias importantes a serem publicadas e no entanto, o que se fala é desta morte.

Que fique registrado: a violação a privacidade neste caso é um fenômeno de histeria coletiva.

Dele é:

Canção para o meu Tempo

Não peças ao poeta

uma canção discreta

nem tempo de conquistas

e loucura.

Para a liberdade

ou para a morte

é que o mundo caminha:

isto requer estrutura.



Quando te aproximas

segurando o copo, em pose estudada,

tenho vontade de te dar um murro

para que acordes no século vindouro

com a tua problemática suspirante.



Ah, meu pequeno, a tua vida!

Tua amada te traiu com teu melhor amigo,

não suportas o professor de estética

e teu pai não te deu o carro prometido.

Já não vais à Europa?

Tua vida é lixo

e teus dias se acrescentam à História

como o pipi que as crianças fazem na praia.

Queres um minuto de atenção para teu soluço

e me agarras o braço

e insistes

e te aborreces quando não escuto.



Espera... na tua agitação

deixastes cair uma gota de licor

na tua calça de flanela.



Aceitas um conselho?

Abandona de vez as festinhas de sábado

e lança teus nervos distendidos

até a outra margem

para que os outros,

os que vêm depois de ti,

encontrem passagem.





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