Contextualização <
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Argentina, Buenos Aires 1899.
Inicia seus escritos em Genebra onde fizeram alguns poemas em francês enquanto estuda o bacharelado (1914-1918). Sua primeira publicação registrada é uma resenha de três livros espanhóis escrita em francês para ser publicada num jornal genebrino. Rápido começará a publicar poemas e manifestos na imprensa literária da Espanha, onde reside desde 1919 até 1921, ano em que regressa a Buenos Aires. Aí redescobre sua cidade natal, sobre todo os subúrbios ao sul, povoados de compadrios. Começa a escrever poemas sobre este descobrimento, publicando seu primeiro livro de poemas, Fervor de Buenos Aires (1923). Cansado do ultraísmo (escola experimental de poesia que se desenvolveu a partir de cubismo e futurismo) que ele mesmo havia trazido da Espanha, intenta fundar um novo tipo de regionalismo, enraizado numa perspectiva metafísica da realidade. Segue produzindo poemas, contos e ensaios, recebendo vários recompensas, até falecer o Genebra em 1986.
Seu livro "Elogio da sombra", onde se localiza este
poema, foi publicado em 1969. Nesta obra domina o tema do que todo homem sempre ignora quem é até que se apresenta seu
morte como uma revelação de sua
identidade.
Versificação
Poema lírico de uma só estrofe com versos livres poli métricos.
Assunto
A procura de sentido da vida através da vivencia da
senilidade e a morte como revelação final.
Estrutura
(Versos enumerados de 1 ao 46)
3 apartados
1 à 1 - 25
2 à 26 - 42
3 à 43 - 46
Primeiro apartado
Trata do ou processo que vive ou eu lírico dentro de sua senilidade.
Antes que nada, é importante assinalar a possível identificação total de mesmo Borges com o eu lírico.
1 Achamos uma expressão em parêntesis que nos demonstra a desconformidade de eu lírico com o termo senilidade.
2 Metáfora na que afirma que se sente bem com a etapa que está vivendo pois se acerca à morte
3 Metáfora (o animal no homem)
5 - 6 Alusão a sua própria cegueira através de metáfora
8 Se refere a sua mocidade aventureira
9 Personificação, alude à extensão de Buenos Aires e de seus antigos recorridos.
10 -12 Enumeração e elipse
12 Dobro epíteto
10 -13 Se refere a uma etapa mais calma e tradicional
14 Hipérbato.
16 Metáfora mais metonímia que identifica a Demócrito com seu processo de cegueira
17 Metáfora (sugerindo que a penumbra ou a morte pudesse doer, porém ele aceita a morte e de certa forma a espera)
18 Adjetivación.
Tratável, manejável rampa.
19 Símil. Lento, imperturbado.
20 - 23 Metáforas relacionadas a sua cegueira e enumeração
21 - 22 Anáfora
25 Elipse "… (é) um
regresso" e asíndeton.
A menção de regresso se deve à idéia de Borges que disse que com a morte se torna ao origem de um mesmo. Ao eu lírico, este regresso é doce por ser tão desejado.
Segundo apartado
Trata de caminho que tem recorrido o eu lírico até o presente, mencionando que é produzir de seus vivências e aprendizagem.
27 Quando nos disse "haverei lido" formula seu discurso em futuro porém nos redireciona ao passado pois com os seguintes versos nos convida a pensar no caminho que o levou a este momento.
29 Elipse "…(os que sigo) lendo e transformando"
30 Enumeração e asíndeton.
De todos lados. percorre o mundo.
31 Personificação. Os caminhos o têm trazido, idéia de Borges: o têm feito
32 Epíteto e metáfora de chegar a si mesmo, a sua interior, a deliberar sobre sua identidade.
33 - 42 Enumeração e elipse de "foram"
33 Metáfora dos "ecos" ou coisas aprendidas e utilizadas por ele e os verdadeiros "passos" que tem logrado.
34 - 36 Antítese (4)
37 - 38 Contraste de idéias: "instante de ontem" (seu) e "dos amanhãs do mundo" (de sua exterior).
39 Idem porémcom oriente e ocidente
40 Metáfora na que também achamos termos contrários "atos" que obviamente não podem ser realizados pelos "mortos"
41 Epíteto
42 Polisíndeton
Terço apartado
Trata dá idéia em sim de encontrar-se com seu centro, esquecendo-se de todo ou anterior.
43 Metáfora, entrar em sim mesmo.
(como verso 32)
43 - 45 Anáfora e metáforas.
Utiliza vários garrafas térmicas para expressar claramente sua idéia de retorno não original, interior e descobrir seu identidade e imagem
verdadeira (por isso a menção de espelho)
46 Reconhece que sua morte está próximo porém lhe dá gosto pois assim lhe será revelada sua verdadeira identidade.
Conclusão
Através de muitas metáforas utilizadas, podemos concluir que a reflexão de Borges sobre sua passado é, não fundo, uma meditação sobre a morte.
A noite, a obscuridade ou a sombra não caso deste poema, é a morte porém a morte como iluminação e descasco mesmo, digna de ser elogiada e daqui em diante que ou poema agüente este título.
Borges propõe ou regresso não sola a sua passado senão a sua próprio origem. A morte emerge como verdadeira revelação da identidade própria, fazendo aceitar ao eu lírico a senilidade, a cegueira e a morte mesma.
A morte é para Borges um regresso e um reencontro. A vida é ilusória, ainda não vã. A vida e o mundo mesmo são ilusórios porque são labirintos nos em que nos perdemos sem olhar brevemente nossa identidade, nossa imagem verdadeira.
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