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Poemas traduzidos por Werneck

Summary rating: 5 stars 1 Avaliações
Autor : Rui Werneck
Review by : RuiWerneck
Visitas : 165  palavras: 600   Publicado em: setembro 29, 2007
TRADUÇÕES DE WERNECK – Hoje
tenho um especial. O poeta é o norte-americano Wallace Stevens e seu poema
Treze maneiras de se olhar um pássaro preto. Já adianto que traduzi blackbird
por pássaro preto por ter melhor som em português. Aprecie, passe adiante, comente
e vote nele.

 

Wallace Stevens - Thirteen Ways Of Looking At A Blackbird IAmong twenty snowy mountains,The only moving thingWas the eye of the blackbird.  III was of three minds,Like a treeIn which there are three blackbirds. IIIThe blackbird whirled in the autumn winds.It was a small part of the pantomime. IVA man and a woman Are one.A man and a woman and a blackbird Are one. VI do not know which to prefer,The beauty of inflectionsOr the beauty of innuendoes,The blackbird whistlingOr just after. VIIcicles filled the long window With barbaric glass.The shadow of the blackbird Crossed it, to and fro.The moodTraced in the shadow An indecipherable cause. VIIOh thin man of Haddam,Why do you imagine golden birds?Do you not see how the blackbirdWalks around the feet Of the women about you? VIIII know noble accentsAnd lucid, inescapable rhythms;But I know, too,That the blackbird is involved In what I know. IXWhen the blackbird flew out of sight,It marked the edge Of one of many circles. XAt the sight of blackbirdsFlying in a green light,Even the bawds of euphony Would cry out sharply. XIHe rode over Connecticut In a glass coach.Once, a fear pierced him,In that he mistookThe shadow of his equipage For blackbirds. XIIThe river is moving.The blackbird must be flying. XIIIIt was evening all afternoon.It was snowingAnd it was going to snow.The blackbird sat In the cedar-limbs.

 

 

Treze maneiras de olhar o pássaro preto

 

I

Entre vinte montanhas nevadas,

O único movimento

Era o olho do pássaro preto.

 

II

Eu tinha três pensamentos,

Como uma árvore

Onde tem três pássaros
pretos.

 

III

O pássaro preto rodopiava no
vento outonal.

Era pequena parte da
pantomima.

 

IV

Um homem e uma mulher
São um.

Um homem e uma mulher e o
pássaro preto
São um.

 

V

Não sei o que preferir,

A beleza das inflexões

Ou a beleza das insinuações,

O canto do pássaro preto

Ou logo depois.

 

VI

Pingente de gelo na janela

Com vidro rudimentar.

A sombra do pássaro preto

Cruzou pra lá pra cá.

O jeito

Traçou na sombra

Um indecifrável motivo.

 

VII

Oh, frágil homem de Haddam,

Por que imagina pássaros
dourados?

Não vê como o pássaro preto

Anda ao redor do pé
das mulheres à sua volta?

 

VIII

Sei nobres pronúncias

E lúcidos, inevitáveis
ritmos;

Mas sei, também,
Que o pássaro preto está
No que sei.

 

IX

Quando o pássaro preto voava
longe,
Marcou a margem
De um de muitos círculos.

 

X

Na aparição dos pássaros
pretos
Voando na luz verde,
Até a indecência da melodia
Estacou bruscamente.

 

XI

Ele atravessava Connecticut

Numa carruagem de vidro.

De súbito, o medo colou nele,

Quando confundiu

A sombra da tripulação

Com pássaros pretos.

 

XII

O rio está se movendo.

O pássaro preto tem que estar
voando.

 

XIII

Entardecia de vez a tarde.

Estava nevando
E ia continuar a nevar.

O pássaro preto pousou

Nos galhos do cedro.

 

Wallace Stevens (American Modernist Poet -
October 2, 1879 – August 2, 1955)

 

Era isso, por hoje. Leia,
aprecie, vote, comente, passe adiante o link. Em breve, mais novidades. Se
quiser, mande sugestões de poemas que queria ver traduzidos. Abraços, Werneck

 

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