Como uma açucena
branca,
Abri-me dentro de um
jarro.
Inconsolável eu estava,
Porque tu não me olhavas.
Balancei-me com tal força,
Que perfumes espalhei.
Desprenderam-se mil
pétalas Colando-se em ti por querer.
Enrolei-me molemente
Com meu
vestido diáfano.
Mordi-lhe a pele toda
Esfregando-me em ti.
E num suspirar de louco,
Rasgou minha carne branca,
Arrancou os meus
cabelos,
Mão de lança me mostrou.
Tornei-me uma coisa inerte,
Indefinida e sem
norte,
Cortou-me com uma
faca Para me ferir de morte.
Mais críticas sobre Açucena