Com a máxima
o estudo desenvolve no médium o discernimento, isto é, a capacidade de julgar, Eliseu Rigonatti inicia o
livro com conselhos aos médiuns e estudiosos do Espiritismo. Uma obra que traz, de forma clara, esclarecimentos sobre os conceitos básicos para todos que procuram respostas relativas à mediunidade (como desenvolvê-la, utilizá-la e seus diversos campos de atuação), sem as mistificações comuns nos livros que tratam do assunto.
Mostra o quanto é importante que os trabalhadores do bem se instruam acerca das tarefas que se dispõem a fazer, já que o Espiritismo tem como um dos principais preceitos o da FÉ RACIOCINADA que, segundo o autor,
é a fé que não duvida; e não duvida porque sabe, e sabe porque estuda. Através desta doutrina, desenvolve-se todo o ensinamento trazido por Rigonatti que inclui a responsabilidade que cada tem em relação aos seus pensamentos e atitudes cotidianos, para se protegerem dos riscos que trazem as más influências que nos cercam a todo momento e o perigo do mau uso da mediunidade. Já que a mediunidade nos foi dada para que possamos suavizar os sofrimentos alheios, é melhor e mais seguro que saibamos como fazê-lo.
Apesar de aceitar que todos os encarnados são médiuns, em maior ou menor grau, conceitua como “médium” aquele que desenvolveu a mediunidade e aprendeu a utilizá-la como forma de auxiliar os
espíritos desencarnados a executarem suas tarefas na Terra. E esclarece que existem
dois gêneros de mediunidade: a mediunidade de efeitos físicos (produção de manifestações materiais) e a mediunidade de efeitos intelectuais (produção de manifestações inteligentes, como: a palavra, a escrita, a inspiração, a intuição, dentre outras) e seus mecanismos (como funcionam).
Relata as características dos diferentes
tipos de médiuns, são eles: médiuns de efeitos físicos, médiuns falantes, médiuns escreventes, médiuns audientes, médiuns videntes, médiuns intuitivos e médiuns inspirados. Podendo um médium ter mais de uma característica de mediunidade.
Aborda, ainda, as características do
aparecimento da mediunidade e os efeitos físicos (inclusive em relação à saúde) que ela pode provocar em quem não estiver atento e vigilante; dá idéias de exercícios para o
desenvolvimento dos diversos tipos de mediunidade; nos esclarece acerca dos seres desencarnados, da lei de afinidade moral e fluídica e sobre os espíritos que têm como missão a proteção do médium (
espíritos protetores); fala da importância da fé e da prece feita com vigor; e as características de um bom médium e o que faz o médium fracassar, incluindo um capítulo destinado à suspensão da mediunidade e seus possíveis motivos.
As partes finais do livro são destinadas à discussão sobre a
cura pelo Espiritismo, remédios espirituais e médiuns curadores; para falar da
obsessão e os trabalhos que esta envolve, incluindo a possessão; outra parte é destinada aos
doutrinadores e as qualidades que este deve ter para desempenhar bem seu papel. Quando aborda a organização dos
Centros Espíritas, esclarece sua finalidade, atuação, divisões hierárquicas e exemplifica como pode ser seu procedimento.
Eliseu Rigonatti termina o livro enfatizando que
não há santos nem milagres, isto é, cada um de nós possui uma força interna que, bem intencionada, é capaz de modificar as situações adversas que vivemos como encarnados, não sendo necessário que utilizemos de “forças externas” para que as mudanças positivas aconteçam em nossa vida.
Livro: “A Mediunidade Sem Lágrimas”
Autor: Eliseu Rigonatti
Editora Pensamento
92 páginas.
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