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Resumos e revisões curtas

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Shvoong Home>Livros>Romances>Um Homem: Klaus Klump

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Um Homem: Klaus Klump

por : GabrielCaeiro     

Autor : Gonçalo M. Tavares
Klaus. Não apreciava de maneira particular a pátria, cuspia nela se necessário, mas era capaz de morrer
pelos seus livros e pelos hábitos. Johana. Amava-o, mas ninguém ama um cobarde e isto só significa que enquanto se ama não se consegue ver no outro a cobardia. Não ver nada é ficar oculto. Ninguém ver é quase como não existir. A guerra começou, a resistência evaporou-se. A manhã e a noite são dois mundos e um pode visitar o outro violentamente. O sol começa a desaparecer. Já não há um único resistente. Tinham perdido a pátria. Johana tinha perdido o amor à pátria e à vida, foi violentada pela resistência. A brutalidade instalou-se e já não magoa ninguém. O fogo desequilibra a relação entre uma certa luz do dia e a noite. Leva a noite para as coisas, para dentro das coisas. Klaus é preso. Enquanto estamos vivos o dia é igual. É isto. Sobreviver. Continuar a querer estar vivo. A vida era um inferno, e nada restava senão continuar: sobreviver, ser o mais feliz possível, marcar a terra com o nosso nome. O nosso nome individual. Há um muro entre o passado e hoje. Um muro altíssimo: ninguém percebe o que sucedeu: como se constrói um muro no tempo? Como se tapa na cabeça das pessoas aquilo que aconteceu? O mar já não existe. Mas a democracia é a instalação da cobardia mútua, e tal sistema não parte nunca de uma vontade forte, de uma intenção original; pelo contrário: é a consequência de uma matéria que derreteu. Não é um sistema político de material primário. É o fogo que a faz: à democracia. É o excesso de calor, o calor já não suportável que impõe a trégua da calma. E será depois o frio prolongado a reatar de novo a matéria principal, a Força primeira. A democracia é um efeito da perda de Força de um conjunto de homens. É um ganho de fraqueza global. Ninguém ver é quase como não existir. E o mar já não existe.
Publicado em: maio 21, 2007

Comentários sobre Um Homem: Klaus Klump

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  1. 0 Avaliações sábado, 25 de abril de 2009
    1

    AnaMariaJoaquina

    Elogio

    Simplesmente inspirador...Parabéns

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