Para uma infinidade de pessoas, os anos sessenta do século vinte foram os verdadeiros "anos incríveis".
Na efervescência
dos acontecimentos pré-década de sessenta, Jack Kerouac concebeu(1957), baseado ipsis literis em sua experiência pessoal, aquela que seria a bíblia de toda uma geração.
Fala-se que muitos artistas, hoje famosos, ao terminarem a leitura de On the Road , colocaram uma mochila nas costas e sairam de casa certos de que poderiam conhecer a América do Norte(bem entendido) com cinquenta dólares sendo enviados, de vez em quando, por uma tia generosa.
Em que pese a capacidade de conversão do livro, Kerouac revelou um lado dos americanos que ia muito além das convenções e do conservadorismo de uma época. Seu livro é uma espécie de diário de bordo da contracultura.
A narrativa segue um rítmo alucinante como um Cadillac atravessando todas as rotas dos EUA, sem direito a um break para o café. Talvez para um cigarro ou uma cerveja.
O livro é um tributo a todos aqueles que fizeram parte da chamada Beat Generation , um dos movimentos mais originais e, ao mesmo tempo, mais experimental de que se tem notícias.
Não há como permanecermos indiferentes às peripécias de Sal Mineo e Old Bull entre outros personagens da vida real ocultados por Kerouac sob pseudônimos.
Ler "On the Road" é o mesmo que engatar a terceira marcha de um carro e viajar em todos os aspectos pelos EUA que sequer Hollywood deve conhecer.
Portanto, aperte o cinto, tome fôlego e try baby try!