Ouvi falar da série de livros "Operação Cavalo de Tróia", do espanhol J.J. Benítez, nos anos 80. Mas não conhecia o autor, e o título me remeteu equivocadamente a um livro sobre guerra. Assim, sequer tive curiosidade sobre a obra. Mais de uma década depois, após alguns comentários, me interessei e li "Operação Cavalo de Tróia - Jerusalém". Foi uma leitura instigante.
O livro, narrado em primeira pessoa, trata da história de um militar da força aérea dos Estados Unidos que, numa experiência inédita, faz uma viagem aos tempos de Jesus Cristo. Na primeira parte, Benitez conta como conseguiu o material, que o escritor garante ser verdadeiro.
Difícil acreditar nessa parte da história, mas isso pouco importa. O que se lê, no relato do militar, é de uma riqueza espantosa. Os últimos dias de vida de Jesus são minuciosamente contados, com diálogos longos, descrições ricas em detalhes sobre a Jerusalém da época e personagens retratados em suas pecualidades e excentricidades. Chama a atenção o relato das horas de tortura que Jesus passou na mão dos romanos e o longo e sofrido processo de crucificação.
A série tornou J.J. Benitez um escritor vendido no mundo inteiro. A coleção, que já alcança oito livros, mostra o talento do espanhol como escritor. Ou ele é um sujeito abençoado por um relato magistral de um miltar norte-americano - o que é improvável, na minha opinião - ou ele é um daqueles escritores que merecem ser lidos com atenção e carinho.
Mais críticas sobre Operação Cavalo de Tróia - Jerusalém