O segundo
romance de Raymond Williams,
Second Generation, publicado em 1964, tem como tema principal o
contraste entre dois mundos: o da
universidade de Oxford e o da fábrica de automóveis Morris Motors. Esse contraste e suas contradições são vividos por Harold Owen, seu irmão Gwyn, o filho Peter e a esposa Kate. A
obra ficcionaliza um momento histórico no qual vários
professores da Universidade participam de um movimento a favor dos operários da indústria, que seriam demitidos em função de um processo de “reengenharia” da planta da fábrica. O romance ficcionaliza a história e discute as relações de classe e as ambíguas e contraditórias relações entre operários e intelectuais de esquerda. Mas um elemento extremamente presente na obra é o das relações entre história e
lugar: a fábrica como lugar do capital submetido à lógica da produção. Mas o espaço da fábrica, concebido e estruturado em Londres é ao mesmo tempo o lugar do trabalho cotidiano, lugar que os operários ocupam para realização das assembléias. E o espaço de Oxford, originalmente ocupado pela elite britânica, estabelecido pela tradição, tem suas funções invertidas quando os operários, em conjunto com alguns professores, organizam uma passeata dentro de Oxford para protestar contra as demissões.
Mais críticas sobre Second Generation