O caçador de pipas é
um romance instigante através do qual nos deixamos conduzir pelos diversos matizes de uma história fascinante de amor, traição, ódio e redenção.
O Afeganistão como cenário principal nos retrata as várias facetas de um povo envolto em suas mazelas, dores, cultura e religiosidade intensa.
O laço que une duas vidas: a de Hassan e Amir. Dois jovens que cresceram juntos, mamaram no mesmo peito e, que encontram no
sangue, o nó que os une para sempre.
É um romance intrigante que nos convida a refletir sobre o real significado da
amizade num mundo tecido à jogos de interesse, onde a coragem é dom supremo.
A amizade posta à prova. O valor de um homem, sua lealdade. O preço da
honra. O compromisso com a verdade, a verdade sobre si mesmo. É preciso coragem para ser bom.
Num inverno de 1975, a
vida oferece a Amir a chance de se redimir de toda sua covardia e
culpa; do medo que lhe atormentava as entranhas. A personagem principal dessa cena, a pipa azul. Sedutora e redentora pipa azul. Amir, então, deixa-se seduzir por aquele maravilhoso trunfo. A chave para o coração de seu pai e, ao mesmo tempo, a chave que o aprisionou dentro de si mesmo com seus fantasmas mais horrendos.
Vinte e seis anos depois, diante de um Afeganistão dominado pelo regime do Talibã, a vida com seu misterioso quebra-cabeças, une as peças entre lágrimas e sangue. A última gota de sangue a ser derramada. Eis, o último cordeiro, Sohrab, o redentor!
Amir, então, agarra-se a essa chance como alguém que sente a vida lhe escorrer por entre os dedos, tomado de súbito, ao descobrir que a morte se aproxima. Deixa-se enebriar pela coragem e, salta para a vida, como um pássaro que alça o primeiro vôo.
Mais críticas sobre O caçador de pipas