Em Argel, Meursault recebe a notícia da morte de sua mãe, que fora internada em uma clínica por não se dar bem com o filho.
Este não tinha o costume de visitá-la, mesmo sendo o único filho da pobre mulher. Meursault pediu dispensa do serviço e partiu para Merengo, onde ficava o asilo em que morrera sua mãe. Durante o velório, comportou-se de forma reprovada por todos os presentes, não revelando nenhum sentimento de tristeza. Sendo uma quinta-feira, resolveu emendar a folga com o final de semana. No outro dia, ao passear pela praia, encontrou uma moça que trabalhara em seu escritório e convidou-a para irem ao cinema. Ao ouvir revelar que a mãe dele morrera no dia anterior, a moça ficou impressionada, recebendo como resposta que a morte da mulher não era sua culpa. Após o cinema, passaram a noite juntos. Na manhã seguinte, ela foi embora imaginando que haveria algo mais sério entre eles, porém, Meursault não tinha essa intenção. Quando ela lhe perguntou sobre casamento obteve como resposta um “tanto faz”. Mesmo assim, continuaram a se encontrar. Resolveram passar alguns dias na praia com casais amigos. Certo dia, após o almoço, os homens saíram para um passeio na praia, onde encontraram dois árabes, um deles, desafeto de um dos companheiros de Meursault. Informado de que seu amigo portava um revólver, Meursault pediu que ele lhe entregasse-a a fim de evitar alguma possível tragédia. Os homens brigaram com os árabes e voltaram para casa. Porém, mais tarde, Meursault decidiu sair para uma volta na praia, sozinho, com a arma no bolso. Ao ser ameaçado por um dos árabes, Meursault apontou o revólver, puxou o gatilho e, ao ver o corpo estendido no chão, ainda deu mais três tiros. Após ser julgado pelo crime, foi condenado à morte e, sendo procurado por um padre, para confessar-se e arrepender-se dos pecados, disse que não queria e que negava Cristo, terminando por agredir o padre. Em sua solidão, no dia anterior ao da sua morte, lembrou-se da mãe morta, do abandono a que fora submetida e do namorado que tivera no asilo. Ao olhar pela janela, na prisão, viu um sol quente que o fez lembra do dia em que matou o árabe.